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Juros da dívida portuguesa a dez anos abaixo de 3%

Os juros implícitos das obrigações portuguesas a dez anos negoceiam abaixo da fasquia de 3%. As taxas de Itália e Espanha também estão a baixar.

Mario Proenca/Bloomberg
Rui Barroso ruibarroso@negocios.pt 27 de Janeiro de 2016 às 11:30
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As taxas exigidas pelos investidores em mercado secundário estão em queda, com os juros a dez anos abaixo da fasquia de 3%. Há uma semana, a alteração das linhas de obrigações que servem como referência para cada maturidade levou a que a taxa ultrapassasse a fasquia de 3%. No entanto, as quedas nos últimos dois dias permitiram que os juros implícitos descessem para 2,955%. No final da semana anterior a taxa situava-se em 3,035%.

A dívida portuguesa alivia alguma da pressão registada no início deste ano, marcado por uma elevada volatilidade nos mercados. A juntar-se à aversão ao risco global nos mercados, estiveram alguns avisos sobre o desempenho das obrigações portuguesas lançados por entidades como a BlackRock, uma das prejudicados no Novo Banco, o Commerzbank e o Natixis.

Algumas das dúvidas dos analistas estão relacionadas com a decisão que a DBRS tomará sobre o "rating" de Portugal no final de Abril. A agência canadiana é a única considerada pelo BCE que avalia o País em grau de investimento, o que permite à dívida nacional ser incluída no programa de compra alargada de activos do banco central.  

As obrigações italianas e espanholas também registam descidas esta quarta-feira. Na maturidade a dez anos, a taxa italiana desce esta quarta-feira de 1,508% para 1,484%, a terceira sessão consecutiva de quedas. Também as taxas exigidas a Espanha diminuem há três dias seguidos, situando-se em 1,602%. Na Alemanha caem 2,1pontos para 0,425%, sendo que o prémio de risco da dívida portuguesa está a cair para 252 pontos base.

Após o início de ano turbulento, na passada quinta-feira o presidente do BCE enviou uma mensagem forte ao mercado. Mario Draghi indicou que poderia anunciar mais estímulos monetários já em Março, o que aparenta ter trazido alguma acalmia aos mercados. O foco dos investidores está agora nas decisões da Reserva Federal dos EUA, que anuncia esta quarta-feira, 27 de Janeiro, as decisões de política monetária.

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