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Taxa de juro da Zona Euro regressa a 1%

É o segundo corte em pouco mais de um mês. O Banco Central Europeu voltou a colocar a taxa de juro da Zona Euro em 1%, valor que vigorou entre Abril de 2009 e Março de 2011. Mario Draghi explica esta tarde os motivos que o levaram a baixar, novamente, o valor do dinheiro.

Taxa de juro da Zona Euro regressa a 1%
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Tal como era esperado, o Banco Central Europeu reduziu a taxa de juro de referência da Zona Euro de 1,25% para 1%. Este é o segundo corte em pouco mais de um mês. Ambos ocorreram já durante o mandato do italiano Mario Draghi à frente da instituição.

Esta decisão ocorre no dia em que, em Bruxelas, os líderes europeus estão mais uma vez reunidos para tentar travar a crise da dívida soberana da Zona Euro.

O corte do BCE está em linha com as previsões dos economistas. No questionário realizado mensalmente pela agência Bloomberg, dos 56 especialistas que responderam, 52 antecipam a descida do preço do dinheiro para 1%. Só três defendem a manutenção da taxa, enquanto um aponta para um corte mais agressivo, de 50 pontos.

Com esta descida, Mario Draghi anula os aumentos de juros realizados, este ano, pelo seu antecessor. Jean-Claude Trichet subiu a taxa em 25 pontos base por duas vezes, em Maio e Julho, apesar do contexto macroeconómico ser já desafiante, escudando-se na inflação.

"A taxa de inflação deverá cair para valores inferiores a 2% em 2012", afirmou Draghi, na última reunião. O responsável pela política monetária da Zona Euro acrescentou que é "muito provável" uma revisão "significativa" das previsões de crescimento da economia da Zona Euro no próximo ano.

O novo corte de juros pode ser a forma do BCE pressionar a queda das taxas de mercado. As Euribor nem chegaram a incorporar a descida efectuada em Novembro, voltando às subidas, num movimento explicado pela crescente falta de confiança dos bancos entre si.

O receio de imparidades no financiamento concedido a outros bancos, fruto de eventuais perdas com a dívida soberana, tem levado as instituições a preferir parquear a liquidez que têm junto do BCE, apesar da baixa remuneração. Esta semana, os depósitos no banco central atingiram um máximo de 18 meses, nos 332,7 mil milhões de euros.

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