Taxas de juro Taxas de juro da dívida soberana recuam em Portugal e na Zona Euro após vitória do Syriza

Taxas de juro da dívida soberana recuam em Portugal e na Zona Euro após vitória do Syriza

Poucas horas após a vitória histórica do Syriza nas eleições gregas, os juros da dívida soberana nos países da Zona Euro estão a recuar. Os mercados estão a dar tréguas a países como Portugal, mas os analistas apontam que ainda continuam a existir riscos de contágio.
Taxas de juro da dívida soberana recuam em Portugal e na Zona Euro após vitória do Syriza
André Cabrita-Mendes 26 de janeiro de 2015 às 09:53

Os mercados da dívida soberana na Zona Euro estão a negociar em queda, após o partido de esquerda Syriza vencer as eleições na Grécia.

 

A taxa de juro de referência de Portugal está a cair 9,2 pontos base para 2,358%. A curto prazo, dois anos, a dívida também recua 1,1 pontos para 0,283%. A médio prazo, cinco anos, perde 8,4 pontos para 1,331%.

 

É de sublinhar que a taxa de juro de Portugal no mercado secundário fechou em queda nas três últimas sessões. 

 

As taxas de juro também recuam nas maiores economias do Sul. A taxa a 10 anos de Espanha recua 3,6 pontos para 1,339%; já a de Itália perde 4,8 pontos para 1,479%.

 

Na Irlanda, outro país periférico, a taxa de referência perde 1,1 pontos para 1,060%. Já na Holanda desce 0,3 pontos para 0,398%.

 

Este cenário repete-se nos dois motores da economia do euro. A Alemanha recua 0,3 pontos para 0,359%, a dívida de França perde 0,5 pontos para 0,548%.

 

Neste momento, somente as taxas de juro da dívida grega contrariam a tendência nos restantes países. A taxa a 10 anos sobe 36,2 pontos para 8,772%. Já a três anos avança 61,1 pontos para 10,689%; a cinco anos valoriza 66,4 pontos para 9,687%.

 

Apesar da queda das taxas de juro em diversos países, os analistas apontam que continuam a existir alguns riscos de contágio, mas que poderão ser minorados pelo dinheiro do BCE.

 

"A incerteza que rodeia o futuro da Grécia no euro não deverá terminar tão rapidamente", disse à Bloomberg Lena Komileva. "Vai ser uma viagem atribulada para as obrigações com juros mais elevados na Zona Euro. Os fundos do Banco Central Europeu (BCE) pode isolar outros governos da região de choques de liquidez".




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