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Taxas Euribor sobem em todos os prazos

As taxas Euribor voltaram a subir na sessão de hoje, pela segunda sessão consecutiva, numa altura em que se prevê que o Banco Central Europeu (BCE) comece a retirar algumas medidas extraordinárias, como a liquidez ilimitada, do mercado.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 26 de Novembro de 2009 às 10:32
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As taxas Euribor voltaram a subir na sessão de hoje, pela segunda sessão consecutiva, numa altura em que se prevê que o Banco Central Europeu (BCE) comece a retirar algumas medidas extraordinárias, como a liquidez ilimitada, do mercado.

A Euribor a três meses subiu para 0,717%, a taxa a seis meses avançou para 0,994% e a Euribor a 12 meses cresceu para 1,236%.

As taxas estão a subir há dois dias consecutivos, e a taxa a seis meses, a mais usada em Portugal como indexante nos empréstimos à habitação não cai há seis sessões.

Esta evolução está relacionada com vários factores: primeiro o preço do dinheiro na Zona Euro encontra-se em 1%, um nível que as taxas Euribor de prazos mais curtos já quebraram. E como não se prevê que o BCE volte a descer juros, a tendência será para que estas taxas recuperem um pouco.

Em segundo lugar, o BCE já anunciou que as medidas complementares introduzidas para ajudar a combater a crise financeira deverão começar a ser retiradas. Entre elas está a liquidez ilimitada, que a autoridade monetária tem disponibilizado para acalmar os mercados.

Além destes factores, ontem começou a circular no mercado o rumor que o leilão que o BCE vai realizar em Dezembro vai contar com regras diferentes das que têm sido praticadas, mas que num contexto de mercado normalizado é costume acontecer. Em causa está a cobrança de um “spread” nos empréstimos que o BCE faz à banca.

Os últimos leilões têm sido realizados com uma taxa de juro de 1% (a taxa directora), sem ser aplicado qualquer “spread”. Esta foi uma das medidas implementadas pelo BCE para demonstrar ao mercado que estava preparado para ajudar o sector financeiro a recuperar da crise, disponibilizando o dinheiro que o mercado precisa a preços atractivos.

Com o ciclo de descidas de juros a terminar, com o BCE a começar a advertir o mercado que as medidas extraordinárias deverão começar a acabar, as taxas Euribor tendem a subir. Isto porque estas taxas são, além de indexantes nos contratos das famílias, taxas interbancárias. Ou seja, são os juros cobrados pelos bancos entre si para se financiarem, e que costumam acompanhar a evolução da taxas de referência do BCE.

Veja também:

A evolução de todas as taxas Euribor

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