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Trump reforça pressão à Fed e defende taxas negativas nos EUA

O presidente norte-americano "volta à carga" e dispara contra a política monetária da Fed, pedindo estímulos à economia da parte desta entidade.

Reuters
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 10 de Março de 2020 às 15:14
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O presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a atacar a Reserva Federal norte-americana através da sua conta Twitter. Desta vez, além considerar esta entidade "patética", Trump defendeu que a Fed equipare as taxas às dos rivais que têm agora dois pontos percentuais de vantagem, o que colocaria as taxas de juro diretoras nos Estados Unidos em níveis negativos.

"A nossa patética e lenta Reserva Federal, liderada por Jay Powell (abreviatura de Jerome Powell), a qual aumentou as taxas demasiado rápido e as baixou demasiado tarde, devia descer a nossa taxa federal para os níveis das nossas nações rivais. Elas agora chegam a ter dois pontos de vantagem, e com uma ajuda ainda maior das divisas. Estimulem também!", escreveu Donald Trump.

Durante o seu mandato, Trump tem repetido frequentemente os ataques à Fed, argumentando que uma política mais expansionista permitiria à economia dos Estados Unidos um crescimento muito superior. No ano passado, a Fed acabou por descer as taxas de juro pela primeira vez em dez anos no mês de agosto, e voltou a decidir no mesmo sentido - de reduzir - por mais duas vezes antes do final de 2019 e uma quarta vez, já em 2020. Estas taxas situam-se agora num intervalo entre 1% e 1,25%.

Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) decretou a 11 de junho de 2014, como medida de estímulo a uma economia castigada pela crise financeira, que uma das três taxas diretoras no bloco, a dos depósitos, descesse abaixo de zero pela primeira vez na história. Até ao momento, apesar de algumas alterações, o BCE nunca chegou a retirar esta taxa do terreno negativo, e está agora nos -0,5%.

Os juros das obrigações norte-americanas para a maturidade de referência, os 10 anos, estão esta terça-feira a subir 9 pontos base para os 0,633%, depois de três sessões consecutivas de quebras. Ontem, um dia de grande nervosismo para os mercados, estes juros caíram 22,1 pontos base. Desde a quinta-feira que a taxa remuneratória da dívida soberana a dez anos está abaixo de 1%, uma tendência que se generalizou a todas as maturidades na última sessão. Na Europa, os juros da dívida alemã para a mesma maturidade - que serve como referência - está nos -0,793%. 

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