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Os desafios e as oportunidades da disrupção digital

É necessário compreender como a tecnologia está a transformar todos os setores da economia e como os decisores e as organizações devem responder.

13 de Outubro de 2022 às 08:17

A tecnologia continua a ser um dos principais catalisadores da mudança no mundo. Os avanços tecnológicos dão às empresas, governos e organizações mais formas de aumentar a produtividade, de inventar e reinventar ofertas e de contribuir para o bem-estar das pessoas e da sociedade. Os decisores podem planear melhor o futuro, monitorizando o desenvolvimento de novas tecnologias, antecipando as formas como elas podem ser usadas e compreendendo os fatores que afetam a inovação e a sua adoção.


A transformação digital acelerou a produção e a circulação de informação, a inovação e a disrupção, a integração do físico com o virtual e o uso dos dados em tempo real. Tudo isto tem um enorme impacto nas estruturas organizacionais, nos modelos de negócio, nas operações de logística e nos próprios produtos e serviços. Mas esta transformação não é apenas uma transformação ao nível das empresas. É uma transformação social, com novas formas das pessoas se relacionarem, de aprenderem e de trabalharem.

 

Quando surgem novos modelos de negócio baseados em tecnologia

A disrupção digital é uma transformação que pode ser provocada por diversos fatores - mas que muito frequentemente está associada ao aparecimento de novas tecnologias -, capaz de dar origem a novos modelos de negócio que criam valor para os clientes. A disrupção ocorre quando o valor criado é de tal forma importante que marca um antes e um depois num determinado setor ou mercado.

Exemplos clássicos são o aparecimento do smartphone ou do streaming. Para que ocorra disrupção digital, normalmente não basta uma nova tecnologia, embora a tecnologia seja o catalisador mais frequente da mudança. Por exemplo, a conjugação de tecnologias pode ter um efeito disruptivo.

É o caso da combinação entre as comunicações móveis e a sensorização, que deu origem à internet das coisas. Um fator ainda mais importante para que aconteça disrupção pode ser o aparecimento de novas necessidades dos clientes, ou seja, a existência de alterações significativas na procura. Por exemplo, a conveniência criada pelo smartphone foi decisiva para a implantação do Uber e de outras plataformas digitais dirigidas à partilha e à mobilidade.

 

Quando o Homem pensa, a obra nasce

Como o Homem é o princípio de todas as coisas, a utilização da criatividade para fazer algo de forma diferente, inovando com o apoio de novas tecnologias, é uma causa frequente da disrupção digital. Um exemplo interessante está na forma como o Airbnb estimulou e mudou para sempre o setor do alojamento local. Finalmente, a disrupção digital pode ser induzida por mudanças económicas, regulatórias, geopolíticas ou sociais, que geram novas necessidades.

O exemplo mais recente foi a explosão na utilização de soluções de comunicação e interação remotas como Zoom, Teams, Webex e outras, provocada pelo aparecimento da pandemia covid.

Uma disrupção digital em curso gera grandes transformações nos negócios, com o surgimento de novos modelos baseados, por exemplo, na capacidade que a tecnologia tem para desintermediar e para tornar economicamente interessante a necessidade de nichos de mercado.

Em consequência, a relação com o cliente sofre também uma grande transformação. O cliente passa a desempenhar um papel central, quer pela mais fácil comunicação e interação com o negócio, quer pela abundante informação e dados que é possível recolher sobre o seu comportamento. Isto torna possível personalizar e customizar ofertas, produtos e serviços.

 

A necessidade da mudança interna

A disrupção digital obriga igualmente a importantes mudanças na forma de operar das empresas. Torna-se necessário mudar a organização e as estruturas internas no sentido de se tornarem mais flexíveis e mais capazes de dar respostas rápidas e ágeis.

A digitalização de processos e o trabalho remoto, por exemplo, facilitam estas mudanças. Bons exemplos deste impacto são a ascensão do e-learning, que fomenta a aprendizagem continua em qualquer local. Ou a partilha e gestão de dados, que cria "insights" que agregam valor a produtos e serviços.

Em simultâneo, e com o cliente agora no centro dos negócios, as empresas necessitam de priorizar a experiência do cliente, assim como multiplicar e facilitar a comunicação e interação utilizando novos canais digitais, como as Assistentes Virtuais e as redes sociais, messaging (WhatsApp, Messenger), entre outros. No limite, a disrupção digital está a impulsionar novos modelos económicos, como a economia colaborativa, de que são exemplos as apps para emprestar ou alugar bens, ou para contratar pontualmente serviços.

Outro exemplo interessante são as tecnologias de blockchain, que estão a ter grande impacto, para já, no setor financeiro.

 

O imperativo da ação

As disrupções digitais exigem das empresas que já existem em cada setor uma capacidade de transformação e adaptação que nem todas têm. Por isso, é necessário que cada negócio comece já a adotar os princípios e as tecnologias que impulsionam a transformação. Porque se trata de transformações que levam tempo e requerem mudanças profundas. Que implicam que questionemos atitudes, valores, práticas, abordagens e sistemas enraizados.

O que significa que os decisores terão de compreender, aprender, internalizar e comunicar novas formas de operar. E significa adaptar tecnologias e formas de gestão ao contexto de cada negócio, uma vez que  fazer corte e cola de práticas de outros negócios pode não funcionar. A experiência de consultores contratados pode ajudar, mas no limite os decisores terão de viver, respirar e exemplificar as novas formas de operar e fazer negócio.

Para prosperarem, os negócios têm de assimilar e aplicar as lições das disrupções digitais.
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