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UE tem de fazer mais para cumprir novo plano

Europa ambiciona um aumento das metas de redução de emissões de gases de efeito de estufa de 40% para 55%. ACEA diz que políticas em vigor e infraestruturas atuais não chegam para atingir esse objetivo.

22 de Outubro de 2020 às 12:37
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Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, propôs em setembro, no seu discurso do estado da União, no Parlamento Europeu em Bruxelas, um aumento das metas de redução de emissões de gases de efeito de estufa de 40% para 55%. Um objetivo ambicioso, mas que a responsável justifica com a obrigação de a União Europeia (UE) dar o exemplo e mostrar que é fundamental cumprir o Acordo de Paris e o acordo sobre a neutralidade climática até 2050.

 

Eric-Mark Huitema, diretor-geral da Associação dos Construtores Europeus Automóvel (ACEA), aplaude a meta de longo prazo da UE de atingir a neutralidade climática até 2050. Assegura igualmente que a indústria automobilística e os membros da ACEA estão prontos para fazer a sua parte para tornar a Europa o primeiro continente neutro para o clima. Não obstante, Eric-Mark Huitema ressalva que os decisores políticos têm de perceber que não podem estabelecer metas mais altas sem as devidas políticas de apoio para todos os tipos de veículos. Se assim não for, as metas climáticas não se conseguirão alcançar.

 

Num artigo de opinião publicado no site da ACEA, Eric-Mark Huitema escreve que para a mobilidade com emissões zero se tornar uma opção acessível e económica aos europeus é necessária uma estrutura de apoio com uma densa rede de pontos de recarga e postos de abastecimento em toda a UE. Esta terá de ser adequada a carros de passageiros e veículos comerciais, juntamente com esquemas de incentivos que também são economicamente sustentáveis.

 

Construtores automóveis estão a cumprir o seu papel

 

Durante muito tempo, recorda, argumentou-se que seria necessário vender mais carros elétricos, antes de se investir em pontos de recarga. Porém, os dados mais recentes da ACEA mostram que os construtores automóveis da UE têm cumprido a sua parte no acordo. No segundo trimestre deste ano, a participação de mercado de veículos carregados com eletricidade aumentou para 7,2% das vendas totais de automóveis na UE, em comparação com 2,4% durante o mesmo período de 2019.

 

Atualmente, existem cerca de 200 carros elétricos e híbridos plug-in. As vendas na UE destes veículos amigos do ambiente aumentaram 110%, de 218.083 em 2017 para 458.915 no ano passado. O investimento em infraestruturas, por outro lado, está aquém desse crescimento. Durante o mesmo período, o número de pontos de recarga para carros elétricos cresceu apenas 58%, por exemplo, assegura Eric-Mark Huitema.

 

No seu artigo, o diretor-geral da ACEA aponta que os ambiciosos objetivos estabelecidos na nova proposta da Comissão sobre o clima exigirão investimentos adicionais maciços em infraestrutura, além dos pelo menos 2,8 milhões de postos de carregamento necessários para os atuais objetivos de CO2 para automóveis e outros veículos ecológicos.

 

Segundo Eric-Mark Huitema para fornecer a infraestrutura necessária para cumprir os objetivos climáticos futuros, a Comissão deve apresentar com urgência a revisão da Diretiva da UE sobre Infraestruturas para Combustíveis Alternativos (AFID). A AFID – ou Alternative Fuel Infrastructure Directive – foi criada em 2014 e tem como principais objetivos ajudar os Estados-membros a desenvolverem o mercado de combustíveis alternativos e as suas infraestruturas, encorajar a aposta em pontos de recarga e reabastecimento e não só.

 

A indústria automóvel europeia oferece muitos veículos de baixa e zero emissões e assim continuará. Porém, se o europeu médio ainda sentir ansiedade no que toca à autonomia, escolherá a opção mais barata e mais conveniente: o veículo com motor de combustão.

 

Para encorajar a renovação mais rápida das frotas em todos os segmentos de veículos, esquemas de incentivos consistentes para utilizadores de automóveis de passageiros e operadores de veículos comerciais devem ser postos em prática. Mais até face à pandemia covid-19, que deixará consumidores e empresas com menos dinheiro para gastar nos próximos anos.

 

Incentivos para as empresas

 

Eric-Mark Huitema explica ainda que os incentivos também ajudarão a garantir que o transporte com emissões zero e de baixa emissão seja viável para as empresas, tornando-se a melhor opção, apesar dos custos totais de propriedade mais elevados. É, todavia, essencial que os esquemas de incentivos sejam sustentáveis ??a longo prazo, estáveis e coerentes, independentemente das diferentes administrações nacionais.

 

O diretor-geral da ACEA refere que os decisores políticos têm de perceber que os automóveis de passageiros têm uma fase de desenvolvimento de quatro a cinco anos, seguida por um ciclo de produção de até sete anos. Ou seja, as especificações de alguns dos carros que estarão à venda em 2030 já precisam de ser finalizadas em breve. O quadro regulamentar da UE deve, portanto, proporcionar uma forte estabilidade para o planeamento dos investimentos a médio e longo prazo.


7,2 por cento foi quanto aumentou a venda de elétricos e híbridos no total das vendas de automóveis no segundo trimestre deste ano na UE.

458.915 veículos elétricos foram vendidos na UE em 2019. Em 2017, tinham sido 218.083.

2,8 milhões de postos de carregamento públicos vão ser necessários até 2030 – cerca de 15 vezes mais do que o que existe atualmente em toda a UE.

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