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Dia Mundial da Energia

Opinião, António Sá da Costa, presidente da direcção da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN)

29 de Maio de 2018 às 18:16
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A percepção do uso da energia alterou-se nos últimos anos, em especial por parte do cidadão comum, e essa alteração advém sobretudo no que respeita à percepção que os utilizadores fazem desse bem precioso que é a energia.

 

Já se entende que a energia que cada um pode usar não é infinita e é cara, daí também a preocupação com a eficiência e o seu uso racional. Felizmente, já se percebeu que o kWh poupado é o mais barato.

 

Outro aspecto compreendido é que as alterações climáticas e as suas consequências negativas são uma realidade que já nos está a bater à porta e que é preciso actuar de imediato, correndo o risco de já se estar atrasado, mas como diz o ditado: "Mais vale tarde do que nunca." Espero que esta actuação tardia venha firme e com sérios propósitos de melhorar a situação.

 

Também já foi bem interiorizado que as fontes renováveis de energia fazem parte da solução deste problema, pois permitem diminuir a emissão de gases com efeito de estufa.

 

Contudo, ainda nem tudo foi percebido, mas com tempo também o será. São poucos os que já entendem que energia e electricidade não são a mesma coisa. O uso da energia reparte-se em três grandes áreas: a electricidade, que em Portugal representa 26% do uso total de energia, os transportes, com 35%, e o aquecimento e arrefecimento, em que se inclui todos os outros usos de energia que não estão nos dois primeiros grupos, com os restantes 39%.

 

Também ainda não se percebe a diferença entre potência e energia. Falta compreender que a produção de electricidade renovável é um sector de capital intensivo e, como tal, tem a capacidade de se poder prever o custo futuro da electricidade, o que acarreta uma redução de custo no consumidor, se se tiver uma política que reconheça estes factos.

 

Ainda falta muito para que a sociedade esteja perfeitamente informada quanto à energia. Demos tempo ao tempo. No entanto, Portugal está no bom caminho por ter apostado na electricidade renovável, apesar de muitos quererem fazer crer o contrário.

 

Continuemos, pois a apostar nas renováveis, o que nos vai beneficiar a todos.

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