Formação de Executivos 2018 Promover “networking” e “soft skills” é uma máxima generalizada

Promover “networking” e “soft skills” é uma máxima generalizada

Contribuir para o desenvolvimento de competências pessoais e de redes de contactos dos participantes não é uma máxima restrita aos MBA.
Promover “networking” e “soft skills” é uma máxima generalizada

Há um esforço das instituições para disponibilizar ferramentas que respondam a estas necessidades também noutros programas, de diversas formas.

Na Católica Porto Business School isso materializa-se, nomeadamente, no serviço do Strategic Leadership Hub, que a escola apresenta como "uma plataforma estratégica para o desenvolvimento das competências transversais e aproximação ao tecido empresarial". Está integrado em toda a formação para executivos e materializa-se num programa que assenta em três pilares: "coaching", "events" e "oportunities".

"Há claramente um esforço para fazer um equilíbrio entre as áreas técnicas e as áreas mais comportamentais, que já chegou às pós-graduações", sublinha também José Veríssimo, do ISEG. Na Escola de Gestão da Universidade de Lisboa isso concretiza-se combinando disciplinas técnicas e de desenvolvimento de "soft skills" dentro da sala de aula, com experiências no terreno, explica. São experiências que têm muitas vezes uma vertente internacional, que podem passar pela visita a feiras, a empresas, a organismos relevantes para o sector em questões legais, ou outras.    

Nas formações mais direccionadas como as pós-graduações, no entanto, outra evolução importante a registar nos últimos anos está na renovação de temas. Estes programas dão um contributo importante para a adequação de competências que os estudos sobre o emprego pedem e as áreas em que apostam reflectem as mudanças naquilo que o mercado procura. Temas como marketing digital, inteligência competitiva, "data science" ou "business analytics" começam a ganhar espaço nos catálogos.  

A ligação crescente às empresas é outro aspecto importante na evolução dos programas de formação para executivos, como reconhece Paulo Bento, presidente do INDEG-ISCTE Executive Education. "É impossível ter uma oferta de referência se não existirem ligações com as empresas e não se ouvirem os seus protagonistas". Estas parcerias, que fazem nascer muitos programas, não se reflectem apenas na formação à medida, que a generalidade das instituições cria a pedido de empresas para os colaboradores. Também está patente nos programas abertos, muitos deles desenhados igualmente no âmbito de parcerias. "A ligação a parceiros abre o produto para aquilo que são as necessidades actuais", defende José Veríssimo do ISEG.

Nesta relação, o responsável conta que o ISEG privilegia ligações a empresas especialistas na área de cada programa, que possam envolver não apenas a marca, mas pessoas da empresa no desenho e revisão permanente dos programas, um exercício que hoje é fundamental para manter a actualidade permanente das ofertas, defende.

Todos estes são ingredientes que têm ajudado a transformar a formação e a adaptá-la à realidade de negócios cada vez mais globais, em que o "networking" e a partilha de experiências ganham cada vez mais espaço.