Formação de Executivos II Portugal agradece

Portugal agradece

Formação de executivos é fundamental para o desenvolvimento da economia nacional. Com estes programas, o país fica a ganhar.
Portugal agradece

Frequentar uma formação executiva contribui para o desenvolvimento pessoal. Através de cursos e programas, os executivos ganham novas competências, as soft skills, que ajudam as suas carreiras e, ato contínuo, as suas organizações. A título de exemplo, Ana Côrte-Real, associate dean da Católica Porto Business School, explica nas páginas deste especial que os alunos quando ingressam num MBA podem querer dar um salto qualitativo nas suas carreiras profissionais, procurar competências para reconverter o percurso profissional ou apenas obter uma atualização de conhecimentos e a apreensão das principais tendências do contexto atual, seja nacional ou internacional.

 

 

Face aos ganhos supracitados não residem, portanto, dúvidas de que a formação de executivos contribui para o desenvolvimento de Portugal. Ana Côrte-Real refere que no momento crucial em que Portugal discute a diversificação da economia, o empreendedorismo e a inovação, os ganhos de produtividade e a melhoria da qualidade da gestão, a formação é o caminho incontornável que todas as empresas devem trilhar. "Só a formação pode capacitar os empreendedores com competências de gestão, de forma que se tornem aptos a navegar com sucesso no mundo dos negócios, contribuindo para a inovação, criação de emprego e para a qualidade de gestão das empresas portuguesas."

 

 

Todavia, a associate dean da Católica Porto Business School alerta que a formação não é só para os empreendedores. Esta é igualmente fundamental para que "os pequenos empresários se tornem capazes de repensar os seus modelos de negócios, sejam capazes de inovar, dando resposta aos novos desafios, ainda que dentro das estruturas existentes". "A formação executiva deveria ser uma prioridade estratégica de todas as organizações, vista como um investimento, e nunca como um custo."

 

 

Gerir recursos e tomar boas decisões

 

 

Cláudia Carvalho, administradora executiva de Marketing e Comunicação da Universidade Portucalense (UPT), recorda que hoje se vive numa sociedade global e em transformação, na qual os profissionais sentem a necessidade de atualizar conhecimentos e reforçar competências para "gerir bem os recursos e tomar boas decisões em contextos cada vez mais exigentes". Por isso, o papel das universidades junto do segmento executivo é "cada vez mais fundamental". "Uma licenciatura ou mestrado já deixaram de ser suficientes para responder a todos os desafios de carreiras exigentes. É necessário atualizar e ampliar conhecimentos e competências", salienta.

 

 

Ciente dessa evolução – prossegue a responsável –, os programas de formação executiva da UPT são anualmente analisados, tendo em conta "o retorno dos formandos e as sugestões dos parceiros empresariais", com os quais há reuniões periódicas para garantir que "as estruturas dos cursos e os conteúdos programáticos vão ao encontro das necessidades reais de formação, preenchendo ou mesmo ultrapassando as expectativas dos formandos". Cláudia Carvalho acrescenta que questões como a promoção do multiculturalismo, a proatividade, a criatividade, a capacidade de organização e de gestão do tempo, a capacidade de comunicação e não só são competências muito trabalhadas na formação executiva da UPT.

 

 

Há países bem e mal geridos

 

 

À questão de que maneira a formação de executivos contribui para o desenvolvimento de Portugal, Luís Cardoso, presidente do ISEG Executive Education, responde recordando Peter Drucker, o mais importante pensador de gestão, o qual disse que "não existem países ricos e países pobres, mas antes países bem e mal geridos". "Existe um grande défice em Portugal na qualidade de gestão média das empresas, outras organizações e administração pública, pelo que a formação de executivos constitui um desafio crucial para o nosso desenvolvimento."

 




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