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Adaptação foi célere e positiva

O surto de covid-19 obrigou as escolas a adequarem os seus programas. A prova foi superada.

27 de Maio de 2020 às 12:42
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A pandemia de covid-19 alterou o quotidiano de todos. A formação no ensino superior não foi exceção. Dentro desta, a formação para executivos. Quisemos saber que mudanças houve nestes programas do ISCTE Executive Education e como se encontra atualmente a situação. José Crespo de Carvalho, presidente da comissão executiva do ISCTE Executive Education, afirma que a mudança foi essencialmente rápida, em formato e em capacidade de viver sob um novo paradigma. "De um dia para o outro passámos a online. Como teve de ser e com a curva de aprendizagem a ser percorrida no trajeto, sem treinos. Foi literalmente de um fim de tarde de decisão para o dia seguinte, em que estávamos online. Não tivemos qualquer paragem. Temos todos os programas em dia. A adaptação e a experiência foram-se fazendo. O feedback dos participantes, importantíssimo, foi chegando e hoje estamos francamente mais preparados e mais fortes", afiança.

 

O responsável do ISCTE Executive Education diz que a sua escola de negócios tem, "felizmente, um conjunto de participantes que, vencidas as primeiras etapas, colaboram e constroem". "E um corpo docente sempre a acompanhar e a dar o seu melhor. Também um staff que, embora pequeno, tem sido incansável e de uma entrega a toda a prova", destaca, recordando: "Não podemos esquecer que fomos e somos forjados na execução. No saber-fazer. Assim sendo, mesmo sem planeamento algum, aplicámos na íntegra o nosso mote: real-life learning. Tem sido uma fast-track experience para todos, toda a comunidade ISCTE Executive Education."

 

"Hoje temos duas camadas em funcionamento. A camada síncrona online e a camada de conteúdos digitais. Procuramos com elas criar uma experiência e um engagement decisivos e diferenciadores. Continuamos, agora, 100% online. A partir de setembro estaremos em presencial, com garantia de distanciamento social e higienização, e online", assegura José Crespo de Carvalho.

 

Cada curso foi analisado

 

No que diz respeito à Católica Porto Business School, Ana Côrte-Real, associate dean para a Formação Executiva, informa que, face à pandemia, os alunos que passaram a ter aulas online a 100% foram os das licenciaturas e mestrados. No âmbito da formação executiva, e dado o público-alvo, foi feita uma cuidada análise, curso a curso, e chegou-se a várias soluções.

 

"No âmbito dos dez programas que tínhamos a decorrer, tivemos cursos que, na primeira semana de confinamento social, passaram de imediato para o ensino online. Estes exigiram adequar as cargas letivas, alguns formatos de avaliação e o respetivo cronograma. Noutros programas fizemos uma alteração dos módulos, antecipando aqueles que consideramos que funcionariam melhor online, seja pelas temáticas que abordam ou pela metodologia de ensino. E, inevitavelmente, tivemos programas – como a pós-graduação em Gestão da Saúde –, que, dado o seu público, teve de ser adiado."

 

Independentemente do formato que a escola adotou, existe a convicção de que todos eles oferecem uma formação de "qualidade e de excelência".

 

No balanço que faz desta experiência, a associate dean fala em exigência, mudança e adaptação para todos: alunos, professores e staff. Ana Côrte-Real realça que só com a vontade e o esforço geral foi possível alcançar os resultados positivos obtidos nos novos formatos de ensino online. Os professores – aponta – tiveram um papel crucial e conseguiram adaptar-se rapidamente, levando a que os alunos aceitassem as mudanças com maior naturalidade.

 

Não obstante, este caminho exigente "teve (e tem) as suas falhas, com necessidade de ajustes, mas está a ser feito (e bem feito), com o mérito de todos". Mas, não há como negá-lo: "Os nossos alunos de formação executiva valorizam muito o ensino presencial, o contacto com os professores, o networking estabelecido, a vivência da experiência de aprendizagem inserida num campus universitário. Aceitaram o ensino online, reconhecem-lhe qualidade, mas não é o formato de eleição deste público. Porém, face ao cenário em que vivemos, há que aceitar a mudança – e qualquer gestor ‘aprende’ a lidar e a tirar partido das mudanças!"

 

À questão se a pandemia afetou algum dos programas da formação executiva e se houve cancelamentos, adiamentos ou candidaturas suspensas, Ana Côrte-Real responde que o surto Covid 19 não afetou a formação executiva… afetou as pessoas, as famílias, as empresas, a sociedade e o mundo.

 

A partir deste momento, os desafios alteraram-se para todos os setores, gestores e pessoas. A crise económica está instalada e já provocou desemprego e lay-off para vários alunos da Católica Porto Business School. "Neste sentido, somos confrontados com a necessidade de dar resposta a pedidos de alteração de planos de pagamento, a solicitações de congelamentos de matrículas, a soluções de apoio em termos de financiamento...vamos viver momentos de muita incerteza, volatilidade e complexidade que, naturalmente, condicionam a prioridade da formação, quer a nível individual, quer a nível corporativo".

 

A responsável antecipa uma redução do investimento em formação presencial e online, mas assegura que não vão resignar-se para ir ao encontro das necessidades formativas dos públicos da escola.  

 

Boas oportunidades

 

No que toca à Universidade Portucalense (UPT), os seus formandos estão a ter aulas online. Tal foi possível pelo empenho, esforço, dedicação, rapidez e dinâmica das várias estruturas e em especial dos docentes, refere Ferrão Filipe, vice-reitor. "A UPT pode continuar a trabalhar com os seus formandos online, otimizando o sistema e os contactos em tempo real. Proporciona igualmente oportunidades de aprendizagem, partilha, experienciação e desenvolvimento de trabalho autónomo, aprofundando e estimulando o desenvolvimento de outras competências pessoais, muitas vezes desvalorizadas, mas que no futuro imediato serão chave para lidar com as situações com que os executivos se vão confrontar."

 

Por sua vez, Adelina Portela, diretora do ISVOUGA – Instituto Superior de Entre Douro e Vouga, escola do IEE - ISVOUGA Executive Education, conta que no futuro próximo a instituição procurará também capitalizar a experiência que desenvolveu, na vertente do ensino à distância, no âmbito da pandemia da covid-19. "Com efeito, naquele contexto, o ISVOUGA muito cedo determinou a suspensão das atividades letivas em regime presencial, mas no dia seguinte encontrava-se a lecionar todos os seus cursos de licenciatura, mestrado, pós-graduações e CTSPS, à distância, mediante o uso de plataformas digitais". Foi um desafio, mas docentes e discentes adaptaram-se, "ganhando até novas competências e valorizando-se".

 

Em relação ao ISEG existem vários programas que estão a decorrer a distância, "com sessões síncronas que permitem interação entre alunos e docentes em tempo real", explica Luís Cardoso, presidente do ISEG Executive Education, que faz um balanço "francamente positivo" da experiência. "Procurámos que a adaptação decorresse com a maior brevidade, de forma a não comprometer o ritmo de aprendizagem. Tal só foi possível graças à colaboração de alunos e de docentes, que mostraram grande versatilidade e motivação para dar continuidade aos programas".

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