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Que desafios tem pela frente a formação executiva em Portugal?

Escolas vão ter de apostar cada vez mais no digital, nas parcerias, nas novas ofertas, na formação pedagógica dos docentes e na internacionalização.

11 de Maio de 2021 às 12:04

Quem quer evoluir na carreira, ser uma mais-valia para a sua empresa, criar o seu próprio negócio, auferir um melhor salário ou ter melhores hipóteses num recrutamento deve apostar numa formação executiva numa escola de referência. Era assim antes da pandemia, e, agora, com o mercado de trabalho em mudança mais acelerada, os profissionais sentem ainda mais a necessidade de adquirir competências para conseguirem fazer a diferença neste período conturbado. Para responder às necessidades de empresas e gestores, a formação executiva das escolas de negócios também tem de evoluir.

 

Por isso, perguntámos a diversos diretores e responsáveis das instituições que desafios tem pela frente a formação executiva em Portugal. Aqui ficam algumas opiniões.

 

Clara Viegas, diretora do Departamento de Formação Avançada do ISG, diz que a formação executiva no nosso país tem de mudar estrategicamente, e de forma rápida, as suas linhas de orientação.

 

"A crise económica que se faz sentir obrigará as empresas a procurar modelos reais que as acompanhem neste regresso, com cursos focados e direcionados às suas necessidades de gestão. Todos devem fazer uma adaptação nos tipos de cursos apresentados, formas de os ministrarem e objetivos adquiridos", refere.

 

A responsável do ISG explica que irá existir a formação antes e a formação pós-pandemia. O mundo mudou e a forma como as instituições vão passar a apresentar a formação executiva será cada vez mais ligada a tecnologias digitais, sendo expectável que apareçam mais ofertas blended, com cursos mistos. Clara Viegas alerta ainda que "as escolas têm a obrigação de apoiar as empresas nesta fase de restabelecimento, que se espera difícil e demorado, para que os resultados sejam céleres e seguros".

 

Numa palavra: adaptação

 

"O novo normal da vida dos portugueses e das empresas irá ter grandes reflexos na formação executiva. Desde logo, os novos formatos a distância requerem uma adaptação das escolas, ao nível de estrutura, modelos pedagógicos e oferta", começa por salientar Luís Cardoso, presidente do ISEG Executive Education.

 

O ISEG desenvolveu, logo no início da pandemia, uma ação concertada, assegurando a resposta ao novo contexto. Foram efetuados investimentos tecnológicos, no sentido de garantir que todas as salas tenham os recursos adequados para garantir boas condições de funcionamento de programas a distância. Em simultâneo, é-nos dito, efetuou-se um grande trabalho de formação pedagógica dos professores, habilitando-os a estarem em condições de lidar com os novos formatos a distância que foram implementados.

 

Luís Cardoso recorda que foi introduzida na oferta da sua escola de gestão programas executivos e pós-graduações em blended learning, que foram um "grande sucesso". "Tiveram início programas com participantes vindos de todo o país e estrangeiro. Existe uma forte valorização do networking e metodologias ativas em sala, que neste formato asseguramos em três momentos presenciais no campus do ISEG, a que se juntam cerca de 70% das aulas a distância, permitindo conjugar com vidas ocupadas e residência fora da Grande Lisboa."

 

O responsável refere ainda que no caso dos programas customizados, além do presencial e blended learning, em função das necessidades da empresa, também há programas online, que têm apresentado um desempenho superior, com avaliações excelentes. 

 

Reforçar a relação com empresas

 

Gonçalo Faria, associate dean for Executive Education da Católica Porto Business School, aponta os tempos de mudança que se vivem, acelerados pela pandemia e que "criaram desafios adicionais face aos que já vinham de trás". No seu entender, a formação executiva em Portugal tem de:

 

Reforçar a relação com empresas, garantindo atualidade e relevância dos conteúdos trabalhados e permitindo o desenvolvimento de competências práticas e especializadas;

 

Saber internacionalizar-se, com novos mercados a explorar, mas também suportando mais concorrência;

 

Saber desenvolver a experiência de aprendizagem nas suas múltiplas frentes, incluindo as implicações do canal usado (presencial/online);

 

Ter a capacidade de oferecer formação consequente em temas como ética empresarial, sustentabilidade e economia social.

Oferta mais digital dos cursos

 

Por sua vez, Pedro Dominguinhos, presidente do Instituto Politécnico de Setúbal, afirma que o primeiro desafio se relaciona com "a capacidade de criar oferta e conteúdos adaptados às expectativas dos candidatos e à evolução do mercado de trabalho, potenciando as estratégias de reskilling e upskilling". Neste sentido, torna-se imprescindível uma oferta mais digital dos cursos, mas com o desenho curricular adaptado a esta realidade. Adicionalmente, prossegue o responsável do IPS, é essencial criar cursos multidisciplinares, que deem resposta aos desafios complexos, promovam pensamentos divergentes, mas que criem soluções. No mesmo sentido, a aposta em metodologias pedagógicas ativas, com um reforço do trabalho autónomo dos estudantes, trabalhando em equipa e desenvolvendo soluções para as organizações.

 

Capacitar profissionais para novas competências e profissões

 

Joana Seixas, subdiretora do ISAG – European Business School, realça que o último ano mostrou, ao nível da formação executiva, uma resposta "muito positiva tanto das instituições de ensino superior, do lado da oferta, como das empresas, do lado da procura". Estas duas faces da mesma moeda adaptaram-se bem a um mercado em mutação, mas não se pode dizer que esse desafio esteja já cumprido. Pelo contrário, alerta. Para a responsável do ISAG – EBS, as alterações no mercado e nas suas necessidades vão ser cada vez mais velozes e exigir respostas mais rápidas às instituições de ensino, que terão de se mostrar capazes de capacitar profissionais para novas competências e profissões que podemos até nem conseguir prever no imediato. Para isso, não bastará apenas criar novas formações, mas também renovar planos curriculares e garantir a atualização de conhecimentos do próprio corpo docente.

 

"Para já, sabemos que o futuro será vasto na digitalização e internacionalização de processos e estratégias empresariais, pelo que a formação executiva terá também de exponenciar o caminho que tem trilhado nesse sentido", avisa.

 

Por último e também como um desafio presente, a subdiretora do ISAG – EBS destaca que será necessário estabelecer "um equilíbrio entre o ensino digital e presencial", para dar ao estudante a oportunidade de escolha entre regimes presenciais, online ou híbridos. "Estes últimos, o blended learning, têm um claro potencial de crescimento no futuro da aprendizagem, já que juntam o contacto presencial e o tão desejado networking entre pares e docentes à mobilidade trazida pelas plataformas digitais, que permitem uma melhor conciliação da vida académica com a vida profissional e pessoal, bem como uma maior dispersão dos estudantes no território", explica.

 

Consciencializar a comunidade para a importância da formação executiva

 

Já Adelina Portela, diretora do ISVUOGA, acredita que "o grande desafio será consciencializar a comunidade em geral para a importância da formação executiva". "Só após esse trabalho, será possível cativar novos públicos a vir frequentar esse tipo de formação", afiança.

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