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A mobilidade está a mudar

As empresas procuram cada vez mais frotas amigas do ambiente. Estão também a apostar na componente económica. É imperativo para as gestoras e organizações oferecerem novas soluções aos seus clientes. A transição para veículos elétricos e híbridos será inevitável.

07 de Abril de 2021 às 13:03

Como todos os setores da economia, a área das frotas automóveis está a passar por grandes mudanças. Por isso, as gestoras de frotas, bem como as empresas que estão ligadas a este negócio, são obrigadas a acompanhar todas as transformações a que estamos a assistir, inovando nos produtos, soluções e serviços que oferecem.


Jane Hoffer, CEO da empresa GoWithFlow, aponta nas páginas deste especial os inúmeros desafios que os gestores de frotas têm pela frente para se manterem atualizados face à rápida mudança do panorama da mobilidade. Entre estes desafios está a mobilidade sustentável, que já chegou e veio para ficar, dando como exemplo cidades como Lisboa, que caminham para emissões zero. E alerta que os gestores de frotas que ainda não começaram a considerar a transição para veículos elétricos e híbridos já estão atrasados.


Indiscutivelmente, migrar para uma frota de veículos eletrificados – 100% elétricos ou híbridos plug-in – oferece vantagens. "A opção por uma frota elétrica está cada vez mais na agenda dos gestores de frotas, com estas motorizações a ganharem em impostos, custos de energia e manutenção, quando comparados com as utilizações de veículos de combustão interna", explica Ricardo Silva, diretor comercial da LeasePlan.


Luís Domingues, marketing director da Fiat, Abarth, Alfa Romeo e Jeep, aponta igualmente os benefícios de ter uma frota elétrica: "Do ponto de vista económico, as vantagens são muito significativas para as empresas. Por um lado, o enquadramento fiscal mais favorável para as viaturas híbridas plug-in e elétricas em sede de IVA e IRC (Tributação Autónoma e Depreciações) e Imposto Sobre Veículos (ISV). Por outro, o custo de utilização reduzido (consumo e manutenção)."


O responsável do Grupo FCA Portugal acrescenta que, para os utilizadores, os benefícios de utilização são importantes, com grande conforto e facilidade de condução, e com cada vez melhores soluções de mobilidade e rede de carregamento. "De facto, a capilaridade da rede aumenta de dia para dia, nos locais tradicionais ou em grandes superfícies comerciais, estando enquadrada com as rotinas dos utilizadores que podem carregar as suas viaturas no período em que frequentam os espaços."

Falta apoio

Existem, todavia, alguns problemas: apesar de as organizações (e os particulares) em Portugal destacarem as vantagens dos veículos eletrificados e quererem aderir a esta realidade que não é uma mera tendência, os incentivos governamentais para seguir este caminho rumo a um planeta mais ecológico, por exemplo, são insuficientes. Como o afirmou Helder Pedro, secretário-geral da ACAP, aquando da realização, no fim de março, da conferência Electric Summit, organizada pelo Jornal de Negócios com o apoio da Galp.

Para minimizar os efeitos da pandemia, Espanha, França, Itália, Bélgica ou Alemanha tomaram medidas de estímulo à procura, que passaram por dois tipos de iniciativa. A primeira passou por "aumentar os incentivos para a compra de veículos elétricos", explicou Helder Pedro. A segunda implicou medidas, que a própria União Europeia recomendou, de renovação do parque automóvel, retirando de circulação veículos com idades médias de 17 anos para veículos com emissões zero ou baixas emissões.

"Portugal não tomou nem uma nem outra medida", criticou, prosseguindo: "A ACAP tem insistido para que se tomem estas iniciativas, dando como exemplo Espanha, França ou Itália, mas o Governo português ignorou qualquer tomada de medida de estímulo à procura e de apoio ao setor automóvel."


Helder Pedro ficou surpreendido quando soube que se retiraram do Orçamento do Estado (OE) para 2021 os benefícios fiscais dos híbridos convencionais e que os benefícios dos híbridos plug-in foram fortemente condicionados. "Soubemos isto a um mês da entrada em vigor do OE, o que é um grave retrocesso num ano de pandemia", alertou.

Mais: este ano não há atualização dos valores dos incentivos, mantendo-se as 700 unidades que esgotam no início do ano. Para Helder Pedro, porém, o mais grave é a retirada do benefício na compra de veículos de passageiros pelas empresas, apesar de terem incentivos no IVA e na sua dedução. "Não podemos concordar com estas medidas porque as empresas têm de ser estimuladas. Tem de se manter esse estímulo que foi retirado para 2021, o que é um retrocesso", destacou.

Um exemplo na transformação do setor energético

Como se percebe, existem desafios no caminho para a sustentabilidade ambiental. Mas há muitas empresas gestoras de frota e demais organizações que estão decididas a cumprir o seu papel por um amanhã melhor. A bp é um bom exemplo, pois tem ambições e objetivos na sustentabilidade muito concretos e que têm tido "um impacto forte na transformação do setor energético", assegura Jorge Gonçalves, cards sales manager da bp Portugal.

"Fomos a primeira empresa a apresentar estas ambições e estes objetivos concretos transversais a toda a organização e com destaque na neutralidade de carbono em todas as suas operações, na utilização dos recursos de uma forma sustentável, na procura da biodiversidade e na aceleração da transição energética para novas soluções de mobilidade, como seja o permitir o acesso dos condutores a uma rede cada vez maior de pontos de carregamento elétrico de última geração", refere Jorge Gonçalves.

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