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Eletrificação de frotas é essencial na descarbonização

Estudo demonstra que os benefícios ambientais com a eletrificação do transporte rodoviário serão enormes. Os players desta indústria que forem mais rápidos ficam em vantagem.

07 de Abril de 2021 às 12:49

Um estudo da EY e da Eurelectric, "Accelerating fleet electrification in Europe: When does reinventing the wheel make perfect sense", concluiu que a eletrificação de frotas deve liderar e dar a maior e mais rápida contribuição para a descarbonização do transporte rodoviário.

Neste momento existe um movimento que envolve, impulsiona e acompanha a eletrificação do transporte. Além de os benefícios ambientais serem claros e óbvios, também há recompensas comerciais significativas para agentes mais rápidos no ecossistema de mobilidade elétrica que está em evolução (eMobility).


Este estudo, publicado em fevereiro, inclui análises que resultam de discussões com líderes dos setores automóvel, público, petróleo e gás, fabrico de baterias, gestão de frotas, leasing e negócios de infraestrutura de carregamento.

Serge Colle, EY global power & utilities leader, explica que "eletrificar o transporte é fundamental para a Europa cumprir as suas rígidas metas de emissões e criar um futuro descarbonizado".


"Começar pela transição da frota abrirá o caminho e gerará novas oportunidades comerciais, incluindo soluções de carregamento de veículos para a rede e veículos elétricos, entre outros." Para conseguir isso – prossegue –, é necessária uma abordagem centrada na frota, por parte dos governos e da indústria. Serge Colle diz ainda que "nenhum setor pode conduzir a transição sozinho e a colaboração entre todos os participantes do ecossistema eMobility é fundamental para alcançar o sucesso".


Pacotes de recuperação económica para energias renováveis e neutras

Recorda-se no documento que a pressão regulatória aumentou para os veículos rodoviários, com novos padrões de emissão de dióxido de carbono (CO2) para os fabricantes de automóveis e que entraram em vigor em toda a Europa. Ao mesmo tempo, verifica-se que os pacotes de recuperação económica em resposta à covid-19 se concentram em soluções de energia renovável e neutras em carbono, o que favorece a mudança para o eMobility.


De acordo com o estudo da EY e da Eurelectric, em 2020, até novembro, um recorde de um milhão de veículos elétricos vendidos foi alcançado, representando um em cada dez carros de passageiros vendidos. Este é um ponto de viragem decisivo para atingir os volumes de vendas de 30% a 40% de veículos elétricos até 2030, cumprindo as metas de redução de carbono na Europa.


Kristian Ruby, secretário-geral da Eurelectric, afirma que se está "mesmo na dobra de uma curva exponencial". "Nos próximos anos, haverá uma turbo-evolução no setor dos transportes. Este estudo mostra que as frotas de veículos elétricos podem trazer benefícios enormes para os proprietários de frotas e para a sociedade em geral. Alinhar as ambições políticas e as oportunidades comerciais é, por isso, uma obrigação."

É preciso uma ação rápida

Segundo se pode ler no documento, a rapidez com que os países se descarbonizarão determinará os resultados climáticos, de saúde e ambientais nas próximas décadas. É que as emissões dos transportes têm aumentado nos últimos três anos e uma diminuição de 65%, ou 10% de poupança anual, é necessária para atingir a meta de redução de 55% na Europa, em comparação com os níveis de 1990.


O estudo identifica que, para atingir este marco, é essencial acelerar a transição para a eletrificação da frota. Para tal, é preciso: objetivos políticos alinhados com as oportunidades comerciais no sentido de uma regulamentação coesa; novos modelos de financiamento para infraestruturas de carregamento públicas e privadas; um novo foco na cadeia de fornecimento ponta a ponta; melhorar a confiança do consumidor com a ampliação da infraestrutura física; e uma interface digital perfeita do veículo à rede.

Fazer a transição assim que possível

Embora relativamente pequeno, com 63 milhões de veículos (20% do parque total de veículos da Europa), o setor de frotas da Europa é desproporcionalmente prejudicial ao meio ambiente, de acordo com o estudo. É responsável por mais de 40% do total de quilómetros percorridos e metade das emissões totais do transporte rodoviário na Europa.


Por isso, o estudo destaca quatro fatores principais que apoiarão uma primeira fase de transição da frota:


1. As frotas terão de mudar para veículos alternativos já que os padrões de emissões de CO2 restringem as vendas de veículos não elétricos;


2. Os veículos poluentes da frota são proibidos em mais de 300 grandes cidades europeias que operam com zonas de baixa emissão, pelo que a alternativa é pagar uma penalidade ou mudar para VE;


3. Os veículos da frota tendem a viajar em rotas regulares e a cobrir uma distância diária bastante consistente. Têm destinos e escalas fixos, que podem ser combinados com os carregamentos;


4. O custo total de ter VE está a atingir o mesmo nível do dos veículos com motor de combustão interna. Os incentivos e os subsídios podem preencher lacunas, enquanto serviços e manutenção reduzidos, bem como poupanças significativas de combustível, justificando a eletrificação da frota em termos económicos.

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