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Uma preocupação crescente

Empresas a operar em Portugal tomam decisões a pensar no meio ambiente.

07 de Abril de 2021 às 12:41

Portugal não é diferente de muitos dos seus parceiros europeus no que diz respeito à consciência ecológica. Por cá, também, ou melhor, cada vez mais se olha para o futuro e se tenta proteger o planeta. Esta é a conclusão retirada, depois de ouvirmos os responsáveis de várias empresas do setor das frotas.

Perguntámos a Jorge Gonçalves, cards sales manager da bp Portugal, se as empresas portuguesas estão a aderir mais às frotas sustentáveis. E se há uma maior sensibilidade ambiental das organizações? "Sim, há uma transformação crescente nas empresas e a atenção à sensibilidade ambiental é hoje um fator que já está a moldar as decisões no que diz respeito às suas frotas. Em muitos setores já é uma exigência operar com veículos mais sustentáveis e que obriga as empresas a optarem pelas novas soluções que estão disponíveis no mercado", responde o responsável da bp Fleet Solutions da bp Portugal.

Veículos eletrificados superam os diesel

Quanto a Ricardo Silva, diretor comercial da LeasePlan, conta que, apesar de alguma ansiedade relacionada com a autonomia dos veículos elétricos, "os consumidores, empresas ou particulares já começaram a incorporar as vantagens deste tipo de opção". "À cabeça dos argumentos estará a eficiência e a poupança mensal em mobilidade. Ou seja, os carros elétricos – ao longo do seu tempo de vida – tenderão a ser mais económicos do que os movidos a motores de combustão."

Os lançamentos das marcas neste segmento confirmam que a procura por este tipo de veículos é cada vez maior. Aliás, no fim do ano passado, "os veículos eletrificados superaram em volume de vendas os automóveis diesel, num contraste importante face àquilo que era a norma há apenas cinco anos".

Indagado especificamente sobre os particulares, ou seja, se o cidadão comum está a procurar mais elétricos e também híbridos, o responsável da LeasePlan responde que a procura por veículos eletrificados por parte dos particulares se tem intensificado, seguindo a tendência do mercado. "Contudo, para que a transição aconteça no mercado dos particulares, é necessário criar aqui também um conjunto de incentivos fiscais que afete todos os consumidores. O racional económico dos veículos elétricos ainda está alavancado no benefício fiscal. Se essa dinâmica não se alterar, o elétrico continuará a ser menos atrativo para particulares do que para as empresas."

O setor dos transportes é fulcral

Paulo Ferreira, CEO da PRF, também confirma que no nosso país existe agora mais atenção para o ambiente e para a sustentabilidade, procurando-se novas soluções de mobilidade.

"Na verdade, cada vez mais se nota uma preocupação crescente por parte da população em adotar comportamentos sustentáveis aos níveis ambiental e económico. É também notório que um maior número de pessoas tem vindo a adquirir hábitos que vão nesse sentido", diz e continua: "O setor dos transportes é um dos principais responsáveis pelo aumento das emissões de poluentes atmosféricos e produção de ruído, com consequências ao nível da saúde e do equilíbrio dos ecossistemas. Neste sentido, as autoridades responsáveis pela gestão da mobilidade e dos transportes têm de atender às aspirações do Acordo de Paris na implementação das respetivas políticas públicas de mobilidade, em especial no que concerne aos serviços públicos de transportes, mas também na regulação dos demais setores da mobilidade."

O que vai mudar o hidrogénio

Paulo Ferreira antevê que com a entrada do hidrogénio no setor energético de alguns países, incluindo Portugal, se avizinha uma "nova era para a energia", que contribuirá para a diversificação energética. É que a comunidade internacional reconhece o hidrogénio como a componente-chave de um sistema energético limpo e sustentável, utilizado como vetor energético nos setores elétrico, industrial, comercial, residencial e transportes.

É referido que o hidrogénio, quando produzido com recurso a fontes de energia renovável, pode contribuir para a descarbonização de setores como o dos transportes: os veículos elétricos de célula de combustível complementam os de bateria. Expandem o mercado da mobilidade elétrica para maiores autonomias e para usos contínuos, onde as baterias são atualmente limitadas: camiões, comboios, autocarros, empilhadores... O CEO da PRF garante que são também mais sustentáveis e ecológicos que os veículos com motor de combustão interna, pois não emitem gases poluentes. "Na realidade, emitem vapor de água, o que os torna ainda mais amigos do ambiente que os restantes veículos elétricos", informa.

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