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“Encontrar o equilíbrio que humanize a experiência digital”

Os clientes comparam a sua experiência digital com o que de melhor encontram noutras áreas. Um desafio adicional para todas as marcas.

22 de Fevereiro de 2021 às 09:55
Joana Garoupa, Global Head of Communications and Brand Marketing da Galp
Joana Garoupa, Global Head of Communications and Brand Marketing da Galp

Começou o seu percurso profissional na Emirec, uma agência de media. Passou para a McCann, onde trabalhou a área de publicidade, esteve na Publicis e teve o seu primeiro grande contacto com o mundo empresarial quando entrou na Siemens para trabalhar a comunicação institucional.

Passados cerca de três anos, fez uma curta incursão na Sonaecom, no Porto, também na área da comunicação institucional. Joana Garoupa estava a adorar a experiência de trabalhar a Optimus com o grande público quando, nem passado um ano da sua saída de Lisboa, foi convidada a regressar como diretora de comunicação da Siemens.

Não pensou duas vezes. Era uma ótima opção em termos de currículo. Nos 10 anos que esteve na multinacional alemã teve a oportunidade de trabalhar com muitas geografias, coordenou o cluster da energia para o Sul da Europa, dirigiu a Comunicação e Marketing da Siemens Portugal. Foi a grande experiência na área da energia até que em setembro de 2017 se mudou para a Galp onde assume a Direção de Comunicação e Marketing de Marca.

 

Porquê a opção profissional pelo marketing?

Era o que queria. A publicidade e a comunicação sempre me atraíram. Um dos meus divertimentos enquanto pequena era "escrever" catálogos de moda com base nos folhetos que recebia em casa, da boneca Nancy. Mais tarde passei para tentar adivinhar os anúncios nos intervalos da RTP, só com o som, fechava os olhos.


Sempre gostei de trabalhar e ver resultados do que faço. Estas são das áreas em que isso é mais visível.

 

Que mudanças verificadas no marketing nos últimos anos merecem destaque?

O mundo digital e as diferentes redes sociais entraram pelas nossas vidas pessoais. Os profissionais do marketing não podem perder o barco. Há uma sensação de estar sempre na crista da onda. Acabei o curso em 1996 e nessa altura havia uma necessidade de explicar que era preciso continuar a estudar, a aprender, a evoluir e a acompanhar as novidades no mercado. Esta realidade é exponencialmente exagerada nos dias que correm. Cada seis meses surgem novas tecnologias, novas formas de comunicar, uma nova rede social, um CRM melhor do que outros. É necessário acompanhar esta evolução.

 

Quais os principais desafios que o marketing enfrenta?

Perante esta realidade de mudança constante, a ameaça de estar desatualizado.

 

Quais as tendências que irão marcar o futuro?

A experiência digital e a sua humanização. Os efeitos e as necessidades colocadas pela pandemia neste último ano ampliaram a transformação digital de muitas empresas e negócios. O confinamento trouxe a evidência de que o online e o digital fazem parte da nossa vida. Se havia dúvidas, elas desapareceram.

Esta realidade, por seu lado, também trouxe uma tendência de maior valorização de experiências com contacto humano. As marcas têm de ser capazes de equilibrar estes dois vértices. Todos utilizamos e usufruímos dos benefícios do digital.

E se antes o comparativo da experiência do utilizador era feito dentro de um segmento de mercado, comparando com o que fazem os concorrentes diretos, hoje essa realidade mudou. Os clientes comparam a sua experiência com o que de melhor encontram noutras áreas.

Este é um desafio adicional para as marcas, que no meu entender é muito interessante. No fim do dia, vai distinguir quem consegue essa capacidade de adaptação e ser o "best in class", só que agora já não é um comparativo dentro do setor de atividade mas no mercado em geral.
 

Quais as características de um bom marketeer?

Instinto e análise. Precisa de ter a capacidade analítica de perceber o que acontece no mercado e, de todas as novidades que aparecem, quais são as importantes para o seu negócio, porque muitas delas são fenómenos que não vão durar muito tempo. É necessário saber separar o trigo do joio.

 

Qual a campanha que mais prazer lhe deu fazer?

O lançamento da loja do cidadão, em 1999, e a campanha Galp leva Portugal a peito de 2018.

 

Qual a campanha de que mais gostou – não sua –, nacional ou internacional?

A campanha nacional é a da Vodafone do Natal 2020. A internacional a campanha da Coca-Cola do passado Natal.

 

Que conselho dá a quem começa a trabalhar nesta área?

Absorve tudo o que podes. Tu não sabes tudo.


"O grande desafio que se coloca aos marketeers é a mudança constante e a ameaça de estar desatualizado." Joana Garoupa, Global Head of Communications and Brand Marketing da Galp


Um livro?

Um livro?

“Ganhar asas e voar”, de Melinda Gates.

Um podcast?

Um podcast?

Não sou fã do formato.

Um destino de férias?

Um destino de férias?

Formentera, ilhas Baleares.

Hobbies?

Hobbies?

Correr e cinema.

Um gadget indispensável?

Um gadget indispensável?

AirPods.

Uma música para trabalhar?

Uma música para trabalhar?

Clássica – piano.

Uma música para relaxar?

Uma música para relaxar?

Qualquer música pop em versão acústica.

Uma frase que o orienta?

Uma frase que o orienta?

“Coragem não é a ausência do medo, mas sim a capacidade de agir apesar do medo.”

Alguém que o inspira?

Alguém que o inspira?

Os meus pais.

O que ainda lhe falta fazer?

O que ainda lhe falta fazer?

Escrever um livro.


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