MBA “Análise e técnica de nada servem sem a aplicação em contexto empresarial”
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“Análise e técnica de nada servem sem a aplicação em contexto empresarial”

É a experiência que faz de um gestor alguém capaz de melhorar a competitividade de uma organização.
“Análise e técnica de nada servem sem a aplicação em contexto empresarial”

A crise teve efeitos nefastos na economia portuguesa e disso se ressentiu a generalidade das PME nacionais. Miguel Sá Pinto, vogal do conselho directivo do IAPMEI, faz uma análise ao sector e diz que a grande maioria das PME estão ainda a "recuperar dos efeitos de um período recessivo agressivo que foi mais acentuado devido às fragilidades estruturais de muitas empresas". A recuperação é lenta, mas os resultados são já visíveis nos indicadores económicos e algumas PME conseguiram "operar transformações extraordinárias" que as fizeram sair desta crise mais bem preparadas para os desafios e as exigências de um mercado competitivo à escala mundial. São exemplos a metalomecânica, o têxtil, o calçado, mas também, o plástico, o agro-alimentar, entre outros. "Sectores que inovaram, não só nos produtos, mas também no marketing e nos modelos organizacionais."

 

 

As PME, avança, são "o coração da máquina produtiva e do emprego". A sua estabilização está no início e é fundamental continuar a apoiar o investimento para "potenciar a inovação", sublinha o responsável do IAPMEI – Agência para a Competitividade e Inovação, IP.

 

 

Miguel Sá Pinto diz que há várias coisas nas empresas a melhorar dependendo do estágio, da dimensão e do sector. Mas para uma percentagem significativa de PME, é fundamental: "Reduzir níveis de endividamento e melhorar a estrutura de capitais para que os objectivos de crescimento sejam sustentáveis; apostar na inovação aos vários níveis da organização e não só no produto; melhorar as competências de gestão para fazer face aos desafios de clientes mais informados, exigentes e mais segmentados e de mercados e contextos competitivos em constante mutação."

 

 

Questionado sobre como um profissional com MBA pode ajudar no crescimento e a tornar mais competitivas essas PME, o vogal do conselho directivo do IAPMEI responde que este tipo de quadros podem "capitalizar um conjunto de conhecimentos em transformações organizacionais, alinhadas com uma estratégia e com a maximização da eficiência operacional". Pode também "induzir mudanças na cultura, ganhos de eficiência e contribuir para a profissionalização da gestão", ajudando a interligar as várias funções na empresa e a criar uma coerência estratégica alinhada com as oportunidades de mercado. 

 

 

"Competência e confiança"

 

 

O MBA é uma formação que ajuda os profissionais a encararem o futuro com mais "competência e confiança", explica Miguel Sá Pinto. O conhecimento adquirido nesta formação estimula a valorização profissional e produz efeitos significativos nas equipas e nas organizações. "Esta formação oferece aos profissionais a oportunidade de aprender de uma forma reflectida a partir da sua própria experiência. A análise e a técnica de nada servem sem a aplicação em contexto empresarial ou organizacional. É essa experiência que o vai transformar num gestor capaz de melhorar a competitividade de uma empresa", sublinha.

 

 

E será que o IAPMEI tem conhecimento se existe um aumento dos profissionais com MBA a abrir PME ou nos quadros das mesmas? Não existem dados concretos, mas Miguel Sá Pinto dá uma resposta probabilística. "Se 99% das empresas portuguesas não financeiras são PME, é natural que exista um aumento de profissionais com MBA nos seus quadros. Estou em crer que as estatísticas das escolas de gestão devem reflectir uma predominância muito significativa de quadros das PME a frequentar os MBA."




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