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Portugal investe em autocarros, metros de Lisboa e Porto e no litoral

Para se ter um futuro melhor é tempo de "parar, de explorar e de continuar a investir na produção de combustíveis fósseis", avisou o ministro do Ambiente.

15 de Setembro de 2021 às 14:17
Vítor Mota
João Pedro Matos Fernandes, ministro do Ambiente, defendeu em agosto que é tempo de parar de investir na produção de combustíveis fósseis, alertando que construir o futuro com instrumentos do passado vai resultar no desaparecimento da espécie humana do planeta.

As declarações à Agência Lusa foram feitas no seguimento da divulgação do sexto relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, no qual os cientistas preveem que a temperatura global subirá 2,7 graus Celsius em 2100, caso se mantenha o atual ritmo de emissões de gases com efeito de estufa.

Segundo Matos Fernandes, este relatório apresenta "uma grande novidade" que é o ritmo a que o aquecimento global está a acontecer e as consequências que está a provocar.

Para se ter um futuro melhor é tempo de "parar, de explorar e de continuar a investir na produção de combustíveis fósseis", avisou o governante, lembrando o caminho que o país tem feito neste sentido: "Portugal tem feito um caminho que, obviamente, tem de ser sempre acelerado, que não está isento de falhas, mas não só no compromisso, fomos os primeiros do mundo a dizer vamos ser neutros em carbono em 2050, como nos investimentos que são consequência desse compromisso."

A este propósito, lembrou que 38% dos investimentos previstos no Plano de Recuperação e Resiliência são dedicados à ação climática. E recordou o que o país tem feito para a redução dos gases que produzem efeito estufa, como a compra de 700 autocarros de "elevada performance ambiental", os investimentos feitos nos metros de Lisboa e Porto e a adaptação no litoral, nos 20 mil quilómetros de rios e de ribeiras recuperados apenas com soluções de gás natural.
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