Mulheres na Tecnologia 2018 Mulheres têm um chip maternal

Mulheres têm um chip maternal

Educação que ainda existe desincentiva o sexo feminino a interagir com as máquinas. Preferem cursos ligados às ciências humanas em detrimento dos cursos das ciências exactas.
Mulheres têm um chip maternal

As empresas tecnológicas em Portugal estão entre as que têm mais sucesso. Rita Marques, CEO da Portugal Ventures (PV), faz um balanço "positivo" das empresas deste sector, que "dominam sistematicamente" o ranking das melhores organizações para trabalhar no país. Vários estudos concluem que as empresas da área da tecnologia em Portugal estão "mais preparadas" para uma transformação digital, sendo "instrumentais ao bom desenvolvimento do sector empresarial em Portugal", salienta.

 

Os indicadores são bons, mas o número de mulheres em posições de gestão nas empresas é "reduzido; sejam elas empresas tecnológicas ou não". Bem como a desempenhar funções "engenheirais". A razão? "A meu ver, as mulheres têm um ‘chip maternal’, fruto da educação que ainda têm, que as desincentiva a interagir com as máquinas." Aliás, o número de mulheres a frequentar cursos de engenharia "não será seguramente o suficiente". "Como referi, as mulheres têm, a meu ver, um ‘chip maternal’, preferem os cursos ligados às ciências humanas em detrimento dos cursos das ciências exactas."

 

Rita Marques diz que os gestores não estão preocupados com a igualdade de género. "Estão, sim, empenhados em fazer mais e melhor negócio. E já perceberam que se acolherem nas suas equipas maior diversidade cultural e de género a probabilidade de mais e melhor negócio aumenta. Vários estudos o comprovam."

 

Quanto à possibilidade de a Web Summit poder ajudar a levar mais mulheres para área da tecnologia em Portugal, responde: "De todo. O que ajudará certamente é o facto de termos hoje uma geração Y, a geração do milénio. Esta geração foi a primeira a viver num mundo digital; estes jovens estão, desde sempre, familiarizados com dispositivos móveis e comunicação em tempo real. Trata-se da primeira geração verdadeiramente globalizada."

 

No que diz respeito às características tem de ter uma empreendedora "são as mesmas das de um empreendedor: iniciativa, motivação, visão, organização e foco".

 

Aposta nas start-ups

 

A PV é uma sociedade pública de capital de risco que investe em start-ups em todas as fases de desenvolvimento, apostando no seu crescimento, competitividade e capacidade de internacionalização. A PV destacou-se nos últimos anos no financiamento do ecossistema nacional de empreendedorismo, "investindo em perto de 100 empresas num montante total de 120 milhões de euros", informa Rita Marques, acrescentando que a sociedade gere actualmente uma carteira de investimentos no valor de "200 milhões de euros, valor que a torna no maior operador nacional de venture capital".

 

A PV resulta da fusão de três empresas públicas de capital de risco: InovCapital, Aicep Capital Global e Turismo Capital. O objectivo que norteou a sua criação mantém-se: "Mitigar as falhas de mercado no acesso pelas start-ups ao capital de risco." "O facto de ser o maior operador nacional de venture capital prova que as falhas ainda existem, pese embora serem de natureza distinta daquelas verificadas em 2012, ano de criação da PV", recorda.




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