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A inovação digital e a transformação das empresas em software companies

O 1.º Digital Lab do Portugal Digital Awards 2021 teve como tema “Future of Digital Innovation: Ignite Business Value with Software Innovation” e a IDC, em parceria com a Axians, juntou alguns dos vencedores da última edição do Portugal Digital Awards para debater o papel do digital na capacidade de inovação das organizações portuguesas.

05 de Julho de 2021 às 10:51

A Amazon ganha mais dinheiro com a parte tecnológica do que em qualquer outra atividade, ou seja, não interessa se é ou não a vocação da empresa, na realidade, quando se veem os proveitos e os lucros, o predomínio é da AWS, que é a parte mais tecnológica dentro da Amazon.

As empresas podem vender software, mas a esmagadora maioria não está preparada para isso, até porque a atividade comercial envolve muito mais competências para além da produção e desenvolvimento de software.


A forma como as empresas não tecnológicas desenvolvem software para uso interno não é gerida como sendo um produto para comercializar, tem as funcionalidades, atratividade para os outros players do mercado, mas, na maioria dos casos, as soluções não são desenhadas para ser colocadas no mercado.

Quando se desenvolve uma solução de software dentro da empresa, o objetivo é dar resposta a uma necessidade de negócio.


Tem a ver com cultura de software e do seu desenvolvimento, de develop, de alojamento, de instanciação, de segurança, de suporte, de equipa. Trata-se de dois modelos diferentes, que vão ter de se imbricar no futuro.


Fazer uma determinada solução para colocação no mercado, para além das competências funcionais e técnicas, implica uma organização focada em dar suporte, serviço, segurança, autonomia às soluções disponibilizadas no mercado. É um shift e um desafio que nem todas as organizações conseguem resolver, que tem também a ver com a maturidade do desenvolvimento de software dentro da organização. Foi apontada uma tendência de criação de marketplaces, em que se apela a software develop, que assim se associam aos programadores das empresas detentoras desses marketplaces.

 

CEO com papel de CIO

O software é a materialização de um conhecimento, a forma como se incorpora e se transforma um processo. Por outro lado, está a dar-se a democratização do software em que a sua discussão passa a ser feita também fora dos moldes técnicos.

As pessoas que estão nas organizações estão cada vez mais envolvidas nos processos e nas lógicas de produção de software, há uma maior participação, e uma maior aproximação entre as equipas tecnológicas e as equipas funcionais.

As organizações estão cada vez mais envolvidas nas questões do desenvolvimento tecnológico, que faz parte do negócio e dos serviços, e não fica acantonado aos departamentos de TI. O software e a tecnologia fazem parte da estratégia de negócios, não são fornecedores de uma peça, são o eixo da estratégia, porque os negócios desenvolvem-se de forma diferente conforme as opções tecnológicas.


Hoje, o digital está, na maior parte dos casos, na estratégia das organizações, mas começou muitas vezes por agendas mobilizadoras digitais que se embeberam nas práticas organizativas. Mas esta dimensão do software pode fazer com que o CEO assuma o papel de CIO na implantação da tecnologia de software, procurando implementar mindset aberto para aproveitar o poder transformador destas mudanças.

As competências internas permitiram desenvolver e manter a solução que pode até estar dentro dos padrões europeus, mas a solução não estava preparada para entrar no mercado em concorrência com outras soluções. Isto pode ter também efeitos sobre as equipas de desenvolvimento, que querem que as soluções progridam a uma outra velocidade e que haja mais desafios de carreira. Nestas situações, as organizações podem perder talentos porque se tornam menos atrativas, pois têm menos desafios.

As empresas têm de desenvolver produtos com dinâmicas de suporte e têm de ser desenhadas com uma solução by design, ou seja, desenvolver o software como se fosse um produto, mesmo que depois não seja comercializado.
Participantes

João Dias, administrador da AICEP, Teresa Rosas, CIO da Fidelidade, Gonçalo Oliveira, CIO do Pestana, Nuno Miller, CIO & CDO da Sonae Fashion, César Pestana, presidente da eSPap,

Gabriel Coimbra, group vice-president da IDC e responsável pelas operações da IDC em Portugal, e Carmo Palma, managing director da Axians Portugal.

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