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“Queremos premiar o que de melhor se faz em Portugal na transformação digital”

As candidaturas já estão abertas e a edição de 2021 dos Portugal Digital Awards está em marcha. Este ano, conta com uma nova categoria que promete distinguir as iniciativas de transformação digital mais sustentáveis.

13 de Maio de 2021 às 15:26

Em 2020, os Portugal Digital Awards bateram todos os recordes em termos de candidaturas, receberam 350 projetos dos quais foram distinguidos 19. Este ano, Gabriel Coimbra procura um crescimento no número de candidaturas, mas também projetos mais sofisticados, mais inovadores e que tenham uma perspetiva estratégica sustentável.

Em entrevista ao Jornal de Negócios, o group vice president e country manager da IDC Portugal levantou o véu à edição de 2021. Uma nova categoria na área da sustentabilidade é a grande novidade desta iniciativa que se assume como a principal plataforma de divulgação e valorização do que de melhor se faz em termos de transformação digital em Portugal.

 

A edição de 2021 dos Portugal Digital Awards já está em marcha…

Sim, já abrimos as candidaturas, que devem ser feitas através do formulário disponível no site do evento. Este ano, o formulário foi simplificado e conta também com a integração de um vídeo para a descrição do projeto.

 

A edição deste ano traz alguma novidade?

Temos uma nova categoria que vai distinguir as iniciativas de transformação digital mais sustentáveis. Assim sendo, temos quatro grupos diferentes: Digital Transformation Awards, que avalia o tipo de transformação; depois temos o segundo grupo, Digital Industry Awards, que analisa os projetos por segmento de mercado; o terceiro grupo é o das categorias especiais e, finalmente, o quarto grupo, Sustainability Awards.

 

Qual é, atualmente, a importância desta iniciativa?

Hoje em dia, os Portugal Digital Awards são a principal iniciativa do setor, com o objetivo de premiar os projetos de transformação digital das empresas e organizações públicas do país. Estamos a falar de projetos de transformação e não propriamente de projetos de inovação. Os prémios foram desenvolvidos com base naquilo que é a visão da IDC para as organizações, ou seja, a nossa framework Future Enterprise que identifica os aspetos mais relevantes de uma organização do futuro.

 

Que aspetos são esses?

Ser resiliente, ágil e capaz de inovar de uma forma contínua e numa economia cada vez mais digital.

 

A edição de 2020 bateu recordes.

No ano passado, tivemos mais de 350 candidaturas, o que foi uma surpresa. Houve 19 vencedores distribuídos pelas três grandes categorias.

 

O que esperam para este ano?

Este ano queremos crescer em termos de candidaturas, mas, além disso, também garantir que haverá projetos mais sofisticados, mais inovadores e com uma perspetiva estratégica sustentável; procuramos cada vez mais essa ligação entre o digital e a sustentabilidade, e as organizações, para serem competitivas numa economia digital, têm de ter uma preocupação relacionada com os temas da sustentabilidade. Na verdade, queremos premiar o que de melhor se faz em Portugal ao nível da transformação digital.

 

A pandemia travou o mercado de TI ou aconteceu o oposto?

A pandemia acelerou porque tivemos de dar um salto tecnológico e tivemos de fazer uma mudança no nosso mindset; mesmo as organizações que ainda não tinham colocado o digital na agenda passaram a ter, e as outras aceleraram muito mais. Foi por isso que, no ano passado, batemos todos os recordes e conseguimos premiar e ter finalistas em todos os setores da nossa economia.

 

No entender da IDC, quais são as áreas mais promissoras a nível tecnológico no mercado nacional?

Na IDC, andamos a falar da terceira plataforma há mais de 10 anos e hoje em dia todos os projetos de transformação digital que temos premiado envolvem, de uma forma ou de outra, cloud, mobilidade, mas também, e cada vez mais, temas como IA ou IoT, dois aceleradores de inovação que vemos cada vez mais utilizados nos projetos vencedores.

 

Como olham para o mercado de TI em Portugal? Quais são os indicadores mais relevantes?

Há um aspeto desde logo a destacar: em 57 anos de análise de mercado da IDC, o que sempre vimos foi uma correlação muito grande entre o crescimento económico e o crescimento do investimento em TI e vice-versa. Em 2011, quando houve uma crise económica o mercado de TI caiu também. Nesta crise, isso não aconteceu e houve uma alteração na correlação: uma quebra enorme em termos de economia que não se verificou ao nível de TI.

 

Há números concretos?

Em termos mundiais, esperava-se que as TI caíssem 5 a 6%, mas a verdade é que cresceram 1,5%. Em Portugal, esperava-se que o mercado de TI perdesse 7% em 2020 e perdeu "apenas" 0,5%. A pandemia veio obrigar a um salto tecnológico grande.

 

E quanto vale o mercado?

O mercado de TI, incluindo as comunicações, tem um valor de cerca de 8 mil milhões de euros, à data. É curioso que, apesar de o mercado em Portugal ter tido uma pequena quebra, há áreas como a cloud e a IoT que continuaram a crescer a dois dígitos.

No caso do trabalho remoto, que era algo utilizado por menos de 5% das empresas portuguesas e organizações, em finais de 2020, já 71% delas disseram num inquérito da IDC que iam continuar com algum tipo de trabalho remoto.

 

O que pode vir por aí em termos futuros?

Tenho a certeza de que a pandemia veio acelerar a adoção de tecnologia e isso já se viu no ano passado; vínhamos a fazer a transformação a uma velocidade relativamente lenta em Portugal, mas, no ano passado acelerámos e num momento em que havia uma emergência tivemos de andar a uma velocidade superior. O que acho que vai acontecer agora é que vamos reduzir um pouco a velocidade, mas ainda assim será sempre maior do que a que tínhamos anteriormente. Não vamos continuar a dar saltos quânticos, mas os processos já não serão tão lentos.

"Em 57 anos de análise de mercado da IDC, o que sempre vimos foi uma correlação muito grande entre o crescimento económico e o crescimento do investimento em TI." Gabriel Coimbra, o group vice president e country manager da IDC Portugal
8.000MILHÕES DE EUROS
É o valor aproximado do mercado de TI em Portugal, incluindo as comunicações.
(Fonte: IDC)

0,5%
Foi a queda do mercado de TI em Portugal em 2020. A perspetiva apontava para uma quebra de 7%.
(Fonte: IDC) 
71%
das empresas indicavam no final de 2020 que iam continuar com algum tipo de
trabalho remoto no futuro.
(Fonte: IDC) 
1,5%
Foi a taxa de crescimento do mercado de TI mundial. As previsões apontavam para uma quebra de 5 a 6%.
(Fonte: IDC)



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