Recuperação e Gestão de Crédito Malparado diminui mais 1,4 mil milhões

Malparado diminui mais 1,4 mil milhões

Dados do Banco de Portugal indicam que a banca portuguesa continua a baixar o crédito malparado.
Malparado diminui mais 1,4 mil milhões

O crédito malparado é um dos problemas que afetam a economia portuguesa. Não obstante, esta realidade tem estado a mudar nos últimos anos e no primeiro trimestre de 2019 a banca portuguesa reduziu mais 1,4 mil milhões de euros de malparado, face ao final de 2018. O malparado está nos 24,4 mil milhões de euros. Segundo os dados do Banco de Portugal do primeiro trimestre de 2019, revelados há dias, o rácio do malparado no total do crédito está nos 8,9%, uma descida de 9% perante o pico de 17,9% atingido em junho de 2016.

 

Várias empresas de gestão e recuperação de créditos são parceiras dos bancos portugueses e investidores internacionais, auxiliando precisamente na diminuição do crédito malparado ou NPL (non performing loans). Estas organizações têm, assim, contribuído para que o total de crédito malparado nos bancos portugueses tenha caído cerca de 24 mil milhões de euros nos últimos três anos, segundo dados da Comissão Europeia.

 

Portugal acompanha a tendência

 

O quarto relatório sobre os progressos na redução do crédito malparado na União Europeia (UE), publicado em junho, revela que o rácio dos créditos em incumprimento "continua a sua trajetória descendente, rumo aos níveis registados no período anterior à crise" económica e financeira, tendo sido reduzidos em mais de metade desde 2014. Portugal acompanhou essa tendência nos últimos três anos, com uma redução em torno dos 50% desde 2016.

 

A Comissão apontou que "tem trabalhado de forma construtiva com os Estados-membros em busca de soluções para casos específicos na banca, no quadro das regras bancárias e de ajudas estatais, com o claro objetivo de limitar custos para os contribuintes, garantindo ao mesmo tempo que os depósitos permanecem sempre protegidos".

 

"Tal permitiu transações que removeram cerca de 133 mil milhões de euros de crédito malparado das folhas de balanço dos bancos ao longo dos últimos três anos, incluindo cerca de 103 mil milhões de euros em Itália, aproximadamente 24 mil milhões de euros em Portugal, e perto de 6 mil milhões de euros em Chipre", explicou Bruxelas.

 

Segundo dados divulgados em abril pelo Banco de Portugal, os bancos portugueses reduziram o crédito malparado acumulado em 50% entre junho de 2016 e dezembro de 2018, tendo o rácio de malparado descido para 9,4% no final do ano passado.

 

O rácio de malparado nos bancos que operam em Portugal tem vindo a baixar nos últimos anos, face ao máximo de 17,9% atingido em junho de 2016 (17,5% em 2015, 17,2% em 2016 e 13,3% em 2017).

 

Os bancos portugueses estão, no entanto, ainda longe da média do crédito malparado na Zona Euro, que era em meados de 2018 de cerca de 5% do total.

Tendência deve manter-se este ano

 

No ano passado, os seis maiores bancos que operam em Portugal aceleraram a venda de crédito malparado, tendo vendido pelo menos 5.719 milhões de euros deste tipo de empréstimos, segundo contas feitas pela agência Lusa em Fevereiro deste ano. Novo Banco, Banco Montepio, Caixa Geral de Depósitos, Santander Totta, BCP e BPI aceleraram a venda do seu malparado, com a alienação de grandes carteiras de crédito em incumprimento e com reduzida possibilidade de serem pagos pelos devedores.

 

Antes, em janeiro, a agência de rating Moody’s considerou que os bancos portugueses estão a limpar os seus balanços com maior velocidade e que a tendência se irá manter este ano, mas alertou que, apesar de o volume de NPL (non performing loans) estar a descer, ainda continua a ser um constrangimento importante nos perfis de crédito da maioria dos bancos.

 

As previsões da Moody’s concretizaram-se e em abril último constatou-se que a tendência de redução do crédito malparado nos bancos portugueses continua. O peso do crédito malparado continua a cair e esta evolução ajuda o rácio de NPL a manter a tendência decrescente, registando, no final de 2018, um valor abaixo dos 10%. O rácio fixou-se nos 9,4% no ano passado.

 

A ajudar os bancos a libertarem-se destes ativos tóxicos têm contribuído as amortizações, mas sobretudo as vendas de carteiras de crédito malparado. O Novo Banco destacou-se nesta matéria no ano passado, acelerando a libertação dos empréstimos em incumprimento na venda de malparado e imóveis.

 

 

 

 

 

 







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