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A APS tem sido uma presença constante na atividade seguradora portuguesa

A Associação Portuguesa de Seguradores (APS) zela desde 1982 pelos seus associados a nível nacional e internacional, defendendo e promovendo os interesses de empresas de seguros e resseguros. No âmbito deste trabalho, falámos com José Galamba de Oliveira, o presidente, sobre diversos temas da atividade seguradora nacional e, entre eles, pedimos um balanço do trabalho de quase 40 anos da APS e dos cursos que estão a ministrar e quisémos saber quais são os objetivos para o futuro.

17 de Março de 2020 às 17:00
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Que balanço faz de 38 anos de Associação Portuguesa de Seguradores?

 

A Associação Portuguesa de Seguradores (APS) é uma associação sem fins lucrativos, constituída nos termos da lei para defesa e promoção dos interesses das empresas de seguros e resseguros. O conjunto dos Associados da APS representa atualmente mais de 99% do mercado segurador, quer em volume de negócios, quer em efetivos totais empregados.

 

Desde a sua criação, em 1982, a APS tem sido uma presença constante na atividade seguradora portuguesa enquanto entidade representativa do setor, atuando sobre diversas vertentes:

 

- Defendendo os interesses dos Associados a nível nacional e internacional, divulgando posições comuns, junto de quaisquer entidades, públicas ou privadas.

 

- Contribuindo para a modernização e o desenvolvimento do setor segurador, nomeadamente promovendo o desenvolvimento de redes e plataformas de comunicação;

 

- Promovendo a educação financeira para os seguros, através de informação pública isenta sobre esta atividade.

 

- Promovendo, em Portugal e no estrangeiro, a divulgação de conhecimentos sobre a atividade seguradora – através de ações de formação, edição de publicações, realização de seminários, campanhas – bem como a investigação, o patrocínio e a realização de estudos ou ações que sejam do interesse dos Associados ou da atividade seguradora em geral;

 

Quais são os principais objetivos da APS para os próximos dois anos de mandato que tem pela frente?

 

A perspetiva é dar seguimento às atividades já implementadas, reforçando o papel da APS enquanto player ativo na identificação de soluções para os principais desafios nacionais. Numa sociedade em constante transformação, além de acompanhar o setor, deve posicionar-se enquanto agente dinâmico na construção de um projeto de futuro. Enquanto associação representativa do setor, a APS propõe-se a promover a credibilidade e sublinhar a importância que o seguro aporta, enquanto ferramenta transversal à dinâmica económica e social. Neste âmbito, a APS continuará a apostar em ações de educação financeira e, numa era digital, é fundamental apostar numa maior proximidade com as pessoas, tanto no contexto empresarial como familiar, tornando o seguro num serviço cada vez mais acessível e melhor compreendido pelo público.

 

Que balanço faz dos vossos cursos de Qualificação Inicial Adequada e de Conformação de mediadores/distribuidores que começaram em janeiro passado?

 

Na realidade, são três os tipos de qualificação requeridos no novo regime da distribuição de seguros e de resseguros:

 

  • Formação para qualificação inicial adequada, que é um atributo essencial para o início desta atividade, envolvendo uma carga horária que pode atingir 120 horas, mas que, nos casos mais comuns, varia entre 55 e 80 horas;

 

  • Conformação com os requisitos de qualificação adequada, exigível a todas as pessoas qualificadas ao abrigo do anterior regime para alinhamento com o novo rol de matérias agora previstas, envolvendo uma carga horária entre as 10 e as 25 horas;

 

  • Formação e aperfeiçoamento profissional contínuo, de aplicação universal e com uma carga horária anual mínima de 15 horas.

 

O balanço dos primeiros meses desta oferta tem confirmado, inteiramente, ou mesmo suplantado, as expectativas da APS. Nos Cursos de Conformação, com uma enorme procura da população de mediadores tradicionais dispersa pelo país, a que se somaram os planos de formação de alguns grandes operadores, em particular os bancos, que têm alguns milhares de colaboradoras sujeitos a esta obrigação. Mas também nos Cursos de Qualificação Inicial, onde muitos operadores repõem agora processos de qualificação adiados no ano anterior, quando estes cursos envolviam ainda uma carga horária superior.

 

Que expetativas tem para os cursos de conformação para mediadores de seguros e de resseguros, que, penso, começam este mês de março?

 

Servir todas as referidas necessidades de formação, com as características da população visada e com as inevitáveis pressões temporais, tem sido uma tarefa com o seu grau lógico de complexidade. Por um lado, porque só entre cursos de qualificação inicial adequada e cursos de conformação, são mais de 20 as opções de formação que foi preciso disponibilizar, em função da categoria dos distribuidores e da abrangência do seu negócio. Por outro, porque são dezenas de milhares de pessoas a que é preciso chegar (a larga maioria em cursos de conformação), espalhadas por todo o país e com diferentes perfis de competências, capacidades e disponibilidade. Tudo isto em cima de programas de formação relativamente especializados, que poucas entidades formadoras têm vocação, ou mesmo capacidade, para desenvolver.

 

A APS atribuiu uma atenção muito especial, naturalmente, aos cursos de Qualificação Inicial Adequada e de Conformação de mediadores/distribuidores, inteiramente adaptados ao novo regime legal e regulamentar, cursos esses muito aguardados por todos os intervenientes na distribuição de seguros em Portugal e finalmente viabilizados a partir do início do corrente ano.

 

Em relação aos Cursos de Conformação, que são uma efetiva novidade neste novo quadro, ficaram então disponíveis nos formatos presencial e e-learning – neste último caso, com edições semanais regulares.

 

O que levou a APS a apostar nestes cursos?

 

A Academia da APS procura cumprir aquilo que são os seus objetivos fundamentais: servir a atividade seguradora por via do desenvolvimento das competências profissionais dos recursos humanos que nela participam.

 

Este enorme esforço das entidades – formadores, distribuidores e colaboradores – teve na agilidade das soluções de e-learning um parceiro fundamental. Sem elas, o setor não teria capacidade para se conformar inteiramente e em tempo útil com estas exigências regulatórias, além de que veria a sua atividade condicionada pela afetação dos recursos humanos a ações presenciais e suportaria um custo bem mais pesado para cumprir estas exigências.

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