Outros sites Cofina
Negocios em rede
Mais informações

C•Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Cofina.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Notícia

O papel da Cloud na sustentabilidade tecnológica do setor financeiro

As tecnologias de Cloud podem ser essenciais para os Serviços Financeiros alcançarem a sustentabilidade tecnológica e, em paralelo, rentabilizar melhor o seu investimento.

12 de Novembro de 2021 às 10:26
Nuno Sousa, Head of Business Development Financial Services da Claranet Portugal
Nuno Sousa, Head of Business Development Financial Services da Claranet Portugal

Olhando para o crescimento exponencial da informação gerada pelas organizações, para os níveis de computação que este cenário exige e para tecnologias como a Blockchain, ou a Inteligência Artificial, entre outras, a teoria sugere estarmos perante um risco de subida do consumo energético, com potencial para aumentar a emissão de CO2.

 

Dados da Comissão Europeia (CE) indicam que entre 5 e 9% do consumo global de eletricidade é gerado pela tecnologia digital, o que reflete o enorme impacto que pode ter no cumprimento das metas preconizadas pela própria instituição – uma redução das emissões em cerca de 40% até 2030!

 

A verdade é que, da mesma forma, muitas das soluções tecnológicas atualmente disponíveis podem também ser a chave para contrariar este potencial teórico de aumento do consumo energético. E mais: poderão permitir, em paralelo, poupanças significativas nos custos com a utilização da tecnologia, criando uma espécie de cenário ideal para as organizações.

 

Tudo depende sobretudo da adoção de tecnologias que promovam a eficiência energética, bem como do uso de ferramentas e de processos de gestão que permitam otimizar os recursos disponíveis, sejam digitais ou humanos.

 

Neste contexto, as plataformas de Cloud estão cada vez mais no centro dessas soluções. De acordo com o estudo sobre sustentabilidade do Global Compact das Nações Unidas, as organizações que entre 2013 e 2019 demonstraram um comportamento elevado ao nível ambiental, social e de governança (ESG), atingiram margens operacionais 4,7 vezes superiores do que as organizações com desempenho ESG baixo. E o mesmo estudo indica que as migrações para a Cloud pública podem resultar em poupanças até 30-40% do custo total de propriedade (TCO), permitindo, ao mesmo tempo, reduzir as emissões anuais de CO2 em 59 milhões de toneladas.

 

Olhando para estes indicadores, os serviços financeiros surgem naturalmente como um dos setores que mais impacto pode ter na sustentabilidade ambiental do Planeta e dos que mais custos pode reduzir, desde que faça uma aposta consistente na adoção e/ou reforço de tecnologias baseadas na Cloud. Tudo depende da escolha criteriosa das soluções mais adequadas, bem como dos parceiros que irão participar nesse processo.

 

Quatro níveis de sustentabilidade

 

Para atingir o duplo objetivo de usar a tecnologia como veículo ambientalmente sustentável, rentabilizando de forma clara e inequívoca esse investimento, é essencial que as instituições financeiras sigam o que podemos chamar de quatro níveis da sustentabilidade tecnológica.

 

Os dois primeiros níveis estão diretamente ligados aos fornecedores de serviços de Cloud e olham sobretudo para a componente energética.


A escolha de Cloud providers com infraestruturas alimentadas por fontes renováveis de energia, ou que usem Créditos de Energia Renovável (REC) para neutralizar as emissões de combustíveis fósseis, é o primeiro nível a contemplar neste caminho da sustentabilidade.

 

O segundo nível prende-se com a eficiência energética que esses mesmos providers alcançam no funcionamento dos seus datacenters, bem como com o grau de inovação que demonstram no desenvolvimento de soluções cada vez mais eficientes. Neste contexto, os três principais fornecedores de Cloud a nível global (Microsoft, Google e Amazon) têm apostado na criação de sistemas inovadores para arrefecimento das suas infraestruturas – na prática, a componente que mais energia consome.

 

A escolha que as organizações deverão fazer para as suas infraestruturas tecnológicas de apoio ao negócio encaixa-se no terceiro e quarto níveis a considerar.


Por um lado, é importante dimensionar corretamente a infraestrutura, contemplada no suporte ao negócio, tendo um foco estratégico, cada vez mais assente na tecnologia que acelere a inovação, agilidade e eficiência de gestão; por outro lado, a otimização dos workflows em plataformas híbridas poderá fazer toda a diferença no consumo energético do provider e, por consequência, na fatura associada ao serviço contratado pela instituição financeira.

 

Associado a estes quatro níveis de sustentabilidade está a escolha criteriosa da tecnologia e do tipo de serviços associados. É inegável que as plataformas de Cloud asseguram uma eficiência e poupança superiores face às soluções mais tradicionais. Mas num contexto em que a mobilidade surge cada vez mais associada ao trabalho, a opção por plataformas híbridas com componentes de EDGE Computing poderá reforçar ainda essa eficiência, distribuindo melhor as cargas de processamento, com o consequente aumento da eficiência energética.

 

A componente dos serviços sobre Cloud, principalmente soluções XaaS, desempenha também um papel fundamental para reduzir custos e aumentar a sustentabilidade tecnológica nas organizações. Permite ter maior visibilidade sobre os serviços contratados e, desse modo, melhorar a gestão da utilização da infraestrutura. Essa gestão, de resto, pode ainda ser melhorada com a aplicação de metodologias como a DevOps, que basicamente permite otimizar processos, pessoas e tecnologia.

 

Olhando para a ambivalência associada ao papel de sustentabilidade da tecnologia, podemos concluir que o potencial a contribuir para a redução das emissões de CO2 se sobrepõe aos riscos de um aumento do consumo energético. Junte-se à equação o aumento da rentabilidade dos investimentos em tecnologia e não será difícil perceber a direção que o setor da banca deverá seguir para alcançar a sustentabilidade tecnológica.

Os serviços financeiros surgem naturalmente como um dos setores que mais impacto pode ter na sustentabilidade ambiental do Planeta e dos que mais custos pode reduzir, desde que faça uma aposta consistente na adoção e/ou reforço de tecnologias baseadas na Cloud 
Mais notícias