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Cloud híbrida do Bison Bank dá tempo para inovar

Estar focado no negócio determinou que o banco externalizasse a gestão, a monitorização e a evolução do seu ambiente tecnológico com a ajuda da Claranet. Com esta medida, o Bison Bank ganhou agilidade, escalabilidade e mobilidade, e aumentou a segurança e a resiliência.

Negócios 06 de Março de 2020 às 09:59
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A tecnologia está a mudar a forma como se conhece e utilizam os serviços financeiros. A inovação digital é uma grande oportunidade com implicações na infraestrutura tecnológica existente, com recurso a soluções assentes na cloud, assim como plataformas ágeis capazes de acelerar a transformação digital e o negócio.

A transformação digital implica mudanças a muitos níveis e quando o Bison Bank começou a desenhar a sua infraestrutura, ao analisar as propostas existentes no mercado, entendeu que as soluções clássicas não permitiam assegurar nem as necessidades, nem a agilidade que o negócio exige.

Por esse motivo centraram esforços em desenvolver uma cloud híbrida, uma vez que permite o nível de agilidade e escalabilidade necessário à rápida introdução de soluções tecnológicas e possibilita, igualmente, uma rápida atualização das correspondentes soluções de recuperação do sistema e da informação em caso de indisponibilidade ou perda dos sistemas principais.

"A capacidade de recuperação de um banco em caso de desastre tem de ser inquestionável e é absolutamente vital no suporte às funções de negócio", explica António Henriques, administrador executivo do Bison Bank. O executivo  com o pelouro de contabilidade e planeamento, operações e tecnologia, fala nesta entrevista do projeto desenvolvido com a Claranet, o parceiro escolhido para os ajudar a solucionar os desafios tecnológicos de negócio e da transformação digital.



O que espoletou a necessidade de o Bison Bank implementar soluções numa cloud híbrida? E de disaster recovery?

As soluções clássicas não permitem assegurar nem as necessidades nem a flexibilidade que o negócio atualmente exige.

A cloud híbrida permite o nível de agilidade e escalabilidade necessário à rápida introdução de soluções tecnológicas e permite, igualmente, uma rápida atualização das correspondentes soluções de recuperação em caso de indisponibilidade ou perda dos sistemas principais. E a capacidade de recuperação de um banco em caso de desastre tem de ser inquestionável e é absolutamente vital no suporte às funções de negócio.

 

Que ambientes decidiram pôr em cloud e quais continuam dentro da arquitetura do Bison Bank?

Começámos pelos ambientes de disaster recovery dos sistemas distribuídos e server-side de canais digitais. Estamos neste momento a migrar toda a restante infraestrutura, começando pelos ambientes que beneficiam com a flexibilidade e o potencial de um funcionamento em cloud.

É o caso dos ambientes de desenvolvimento e dos ambientes que necessitam frequentemente de processos de escalabilidade. Algo que a cloud permite fazer de uma forma muito rápida, eficiente e com custos substancialmente mais baixos do que em sistemas instalados localmente.

 

Quais as tecnologias determinantes para a operacionalidade do projeto, quer para a cloud híbrida quer para o disaster recovery?

Diria que as mais determinantes são aquelas que permitem automações e que possibilitam acompanhar o serviço de uma forma híbrida e global.

O Bison Bank, ao migrar para cloud híbrida e ao renovar o seu sistema de disaster recovery, beneficiou de um largo conjunto dessas novas tecnologias, destinadas a aumentar a performance e a segurança dos seus sistemas e comunicações, tal como a melhorar a sua gestão integrada através da automatização e capacidade de monitorização.

No nosso projeto, além da tecnologia, o modelo operacional e o de gestão foram igualmente relevantes, com a Claranet a ter oportunidade de demonstrar o seu valor nestas dimensões.

 

No que consiste o serviço implementado pela Claranet?

A Claranet presta ao Bison Bank serviços de gestão de infraestrutura, tendo recentemente evoluído para um modelo híbrido de cloud, pública ou privada, de acordo com o tipo de soluções de TI para suporte ao negócio.

A Claranet presta ainda outros serviços complementares, como os de Desktop Management e Service Desk. O Bison Bank é um banco de reduzida dimensão que quer estar focado no negócio e, para a gestão, monitorização e evolução do nosso ambiente tecnológico, a Claranet e a sua experiência foram fatores determinantes.

 

Como decorreram os processos de implementação destas soluções?

Decorreram de acordo com as nossas expectativas para um projeto de renovação tecnológica desta dimensão, com as especificidades de uma empresa global do setor financeiro.

 

Que procedimentos e precauções adotaram na concretização deste serviço?

Os habituais neste tipo de processos, necessariamente complexos, mas facilmente ultrapassáveis aplicando as melhores boas práticas que normalmente usamos.

Além do planeamento de todas as etapas do processo, foi também essencial o trabalho em equipa entre o Bison Bank e a Claranet.

Destacaria, além do planeamento com grande detalhe, as atividades programadas para assegurar os mecanismos que permitiriam reverter a situação no caso de acontecer algum imponderável e a comunicação permanente, fundamental para encontrar respostas rápidas aos desafios que sempre se encontram ao longo de projetos complexos como este.

 

Como decorreu a integração da equipa técnica e de serviço da Claranet, no contexto atual do Bison Bank?

A melhor forma de o descrever é dizendo que tudo funcionou num verdadeiro modelo de parceria, com excelente cooperação entre as equipas da Claranet e do Bison Bank.

Neste processo foi essencial a transparência na partilha de informação durante todas as etapas. Podemos sempre melhorar e, com o tempo, esperamos conseguir estar em total sintonia com a Claranet e poder usufruir de toda a sua experiência de transformação, até nas situações menos "digitais".

 

O serviço já está a ser prestado? Que vantagens trouxe?

Sim, o serviço já está a ser disponibilizado e basicamente permitiu ter mais capacidade de inovação. Uma vez que os processos passaram a ser desenvolvidos de uma forma mais célere, ganhámos tempo nas diversas etapas de desenvolvimento e implementação, criando uma espécie de círculo virtuoso, no qual a inovação promove mais inovação nesses mesmos processos.

Ganhámos agilidade, escalabilidade e mobilidade; aumentámos a segurança e a resiliência.

Reduzimos o risco operacional e os custos. Apesar dos ganhos alcançados, temos de continuar a melhorar, por exemplo, na definição dos detalhes da operação e nas competências específicas dos colaboradores do Service Desk.

 

Como analisa o resultado alcançado com este serviço?

Temos assistido a um aumento significativo da capacidade de resposta ao negócio, bem como um controlo de custos mais eficiente.

Como resultado, acabámos naturalmente por ter um impacto muito positivo no negócio como um todo. Isto é uma maratona Não é uma corrida de 100 metros. Acredito que fizemos um bom caminho e que continuamos para atingir o objetivo de simplificação.

 

Quais as áreas de negócio que obtiveram maiores benefícios com este serviço?

Toda a organização beneficiou com este serviço, nomeadamente ao nível da computação pessoal em mobilidade e do aumento de resiliência e segurança da infraestrutura do banco. Em particular, a área de TI ganhou maior disponibilidade para projetos de transformação, permitindo pensar mais no TO BE e menos no AS IS.

 

Qual é o grau de inovação do projeto desenvolvido pela Claranet?

Tratou-se de um projeto bastante inovador, sobretudo porque implicou a interligação de tecnologias em diferentes estados de maturidade.

A Claranet encontrou sempre soluções inovadoras para integrar os diversos tipos de ambiente, quer enquanto apoiava o run-the-bank, quer no processo de atualização de algumas soluções legacy.

 

Aproveitaram este processo de modernização da vossa infraestrutura para alterar processos de negócio internos ou externos?

Sem dúvida, a modernização da infraestrutura e a agilidade obtida estão a potenciar uma mais rápida transformação da organização, e a permitir otimizar os processos de negócio, tirando partido das novas tecnologias introduzidas para os tornar mais eficientes e controlados.

Leia também o artigo Construir uma ponte financeira com a Ásia.
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