Transportes e Logística 2019 Economia do mar é um porto de abrigo para o crescimento económico

Economia do mar é um porto de abrigo para o crescimento económico

O volume de negócios e o número de empregos gerados pelas atividades económicas ligadas ao mar estão quantificados e os pontos a melhorar para os fazer crescer também.
Economia do mar é um porto de abrigo para o crescimento económico
Peso da economia do mar em Portugal cresceu mais de 30% em oito anos
A economia do mar gera um Valor Acrescentado Bruto (VAB) na economia portuguesa de quase 4,1 mil milhões de euros e é responsável por 190 mil postos de trabalho, 4% do emprego nacional. Os dados são do relatório Blue Economy da Comissão Europeia. Foram divulgados no primeiro semestre, mas compilam números de 2017, muito provavelmente já ultrapassados. Mostram, ainda assim, que Portugal está no grupo de países em que o peso da economia do mar cresceu mais de 30%, desde 2009.

Neste universo, atividades portuárias, transporte marítimo, construção e reparação de navios representavam à data nove mil empregos e contribuíram em 535 milhões para o VAB (indicador que mede a riqueza gerada pelo setor, a partir da diferença entre o valor dos bens produzidos e os custos dos bens intermédios nele usados).

Empresas locais geram receitas de 8 mil milhões de euros
Com dados do mesmo ano, um estudo da EY analisou o impacto da economia do mar em Portugal fixando-se em quatro áreas: pesca, aquicultura e indústria do pescado; transportes marítimos, portos e logística; construção, manutenção e reparação naval; turismo e lazer. Concluiu que, em conjunto, estas quatro áreas somam mais de 105 mil empregos, geram um volume de negócios de 8 mil milhões de euros e um VAB de 2,8 mil milhões de euros. Ou seja, asseguram cerca de 3% do VAB nacional e quase a mesma percentagem do emprego.

Na análise que agregou transporte marítimo, portos e logística, a consultora apurou um volume de negócios local relacionado com a economia do mar de mil milhões de euros e um VAB de 479 milhões de euros, produzido por um universo de 540 empresas com um pouco mais de cinco mil funcionários.

Modernizar é o grande imperativo
A avaliação quantitativa foi complementada com um conjunto de recomendações a empresas e decisores políticos envolvidos nestas áreas de atividade. Destacam-se aí a necessidade de modernização e especialização da rede portuária, da adoção de uma lógica empresarial na gestão integrada dos portos; ou da melhoria de infraestruturas e acessibilidades marítimas e terrestres, como aspetos críticos para potenciar a economia do mar no país.

A EY, num estudo patrocinado pelo Millennium bcp, identificou ainda que Portugal tem espaço para investir também na promoção de estruturas logísticas integradas, na especialização das atividades de cada porto e na simplificação de procedimentos, adequando a legislação, medidas que têm vindo a chegar progressivamente ao terreno.

2,5% da riqueza gerada na economia mundial vai passar pelo mar em 2030
Todas as projeções apontam para um crescimento do peso da economia do mar nas atividades económicas a nível global. As perspetivas da OCDE para 2030 calculam que estas atividades serão responsáveis por 2,5% do VAB mundial daqui a 11 anos e vão dar emprego a 1% da população.

A atividade portuária (12,9%) será a terceira com maior peso neste universo, logo a seguir aos negócios relacionados com o gás e o petróleo ou com o turismo costeiro e marítimo, e representará 5,6% do emprego associado à economia do mar. O transporte de mercadorias representará 5,5% do VAB gerado pela economia do mar a nível global e 3,8% do emprego.



pub

Marketing Automation certified by E-GOI