O mundo é mobile

É uma das cinco tendências detetadas por Miguel Maya, CEO do Millenniumbcp, tal como a rentabilidade, o talento, a concorrência desafiante e a reputação.
O mundo é mobile
Miguel Baltazar
Filipe S. Fernandes 17 de outubro de 2019 às 14:15

Valorizar o talento
Num setor em profunda mudança considero que o desafio prioritário é o desenvolvimento, atração e retenção de talento. Valorizar e formar o talento existente no excelente quadro de profissionais do banco, complementado com a contratação criteriosa de pessoas com competências específicas, resulta imprescindível para manter a dinâmica inovadora e customer-centric no contexto atual. A tecnologia é essencial e está acessível, mas será insuficiente se não for enquadrada numa gestão que dê primazia às pessoas e ao talento para assegurar a competitividade e sustentabilidade do banco.

O mundo é mobile
Um dos grandes desafios atuais é a gestão da transição para um mundo mais digital e, acima de tudo, mais mobile, em que a simplicidade de utilização e a conveniência no acesso ao banco são dimensões bastante valorizadas pelos clientes. O conhecimento adquirido e a confiança merecida ao longo de relacionamentos duradouros e próximos constituem vantagens que saberemos aproveitar para inovar e surpreender os clientes, antecipando soluções que lhes proporcionem experiências de utilização superiores e níveis de serviço de excelência.

Assegurar níveis sustentáveis de rendibilidade
Num ambiente com perspetivas de crescimento moderadas, conjugado com a intensificação da concorrência e o prolongamento do período de taxas de juro negativas, o setor financeiro tem de se reinventar para gerar resultados sustentáveis. Mantendo uma atuação sempre centrada no cliente, deveremos amplificar a oferta de produtos e serviços de valor acrescentado, com preços transparentes e adequados. Simultaneamente é necessário reforçar o esforço de redução de custos, procurando ganhos de eficiência e de eficácia.

Enfrentar um paradigma concorrencial desafiante
A dispersão na utilização de dispositivos e aplicativos digitais pelos clientes propicia que novos operadores de base tecnológica surjam a disputar parcelas do negócio tradicional dos bancos, em especial as bigtechs que dispõem de acesso privilegiado e capacidade para apresentar abordagens apelativas a um vasto conjunto de consumidores.

Os bancos têm também vantagens competitivas que são distintivas. Um modelo de negócio robusto, eficiente e comprovado de banca comercial de relação, centrado no cliente, com uma rede de distribuição com equipas profissionais que estabeleceram relacionamentos próximos e de confiança com uma sólida base de clientes, aliado a uma proposta de valor com produtos e serviços financeiros de proximidade. Neste caminho, o sucesso depende também em grande dos reguladores e legisladores assegurarem o adequado e equilibrado level playing field entre os diversos operadores.

Reforçar a reputação
Num modelo de negócio que assenta em relações de confiança, valorizar a reputação é uma das tendências. Ao longo dos últimos anos a banca tem - com responsabilidades próprias e também algumas endossadas - sido abalada por várias crises que enfraqueceram a reputação. Neste contexto assumem particular relevância a implementação de um modelo de governo robusto e o reforço das estruturas de controlo interno, incluindo um investimento eficaz na (ciber)segurança das transações e da informação, aspetos indispensáveis para preservar a confiança que os clientes depositam em nós. Não podemos permitir que o futuro seja comprometido por uma perspetiva de resultados imediatos, que não incorpore e valorize adequadamente o longo prazo e a sustentabilidade do banco.




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