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António Horta Osório: "Damos demasiado poder aos CEO"

António Horta Osório, presidente do Lloyds Bank, diz que o problema do BES e da PT esteve relacionado com questões de governance e que se devia aprender com estes dois casos.

Alexandra Machado amachado@negocios.pt 17 de Abril de 2015 às 10:17
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O caso do BES mas também o da PT "são duas boas lições que se deviam tirar em Portugal", comentou António Horta Osório, na conferência "Os Caminhos do Crescimento", organizada pelo Negócios, que está a decorrer em Lisboa. O presidente de Lloyds começou por dizer que não tinha grandes comentários adicionais ao caso BES, mas foi dizendo que cada vez há menos dúvidas sobre o que se passou. Mas ao caso BES juntou a PT.

 

"Tem a ver com a 'governance' das empresas", assumiu, acrescentando que em Portugal "não temos um sistema de 'governance', em termos gerais, ao nível do que melhor se pratica em termos internacionais, como em Inglaterra ou Estados Unidos". Tem de haver, acrescentou, "check and balances". Em Portugal, no entender deste banqueiro, "damos excessivo poder ao presidente executivo, desvalorizando-se o papel do 'chairman' e dos administradores não executivos".

 

E dá como exemplo. Em Portugal nunca um regulador, como se faz em Inglaterra, tem reuniões com 'chairman' ou com não executivos ou ainda com presidentes dos comités. O conselho de administração deve ser representante dos accionistas na fiscalização da gestão. As empresas "têm de ter conselhos de administração de alto nível, com 'chairman' responsável por nomear CEO e assegurar boa governação". E os casos BES E PT são evidentes. Faz a pergunta directa se uma empresa empresta 900 a uma empresa duvidosa. E o BES faz personalização e as decisões são tomadas por uma pessoa. "Se isso é boa governação estamos falados. São duas boas lições que se deviam tirar em Portugal. Temos pessoas óptimas, mas com boas governances seriam mais".

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