A universidade tem de ser o motor da economia

A Universidade de Aveiro nasceu num ecossistema empresarial e virada para a internacionalização do conhecimento.
A universidade tem de ser o motor da economia
Filipe Teles Nunes, pró-reitor.
José Gageiro
Filipe S. Fernandes 17 de abril de 2018 às 11:14
"Hoje é pedido que uma universidade seja motor da economia", refere Filipe Teles Nunes, pró-reitor da Universidade de Aveiro, que faz um pequeno flashback. O que era exigido às universidades há três décadas? Pedia-se que fossem máquinas produtoras de recursos humanos, tendo a função de formar, capacitar pessoas e transmitir conhecimento. O que hoje se pede às universidades é para "anteciparem o futuro, contribuírem para a solução de desafios societais, criarem conhecimento, valorizarem e transformarem ciência e conhecimento em produtos, comunicarem ciência", explica Filipe Teles Nunes.

A Universidade de Aveiro nasceu num ecossistema favorável com clusters, como as tecnologias de comunicação, e numa relação próxima com alguns sectores empresariais relevantes na região de Aveiro e na região Centro.

"Nascemos muito virados para a internacionalização do conhecimento, a trabalhar quer na formação do corpo docente, quer depois nas redes de investigação, num contexto europeu e de competição", assinala Filipe Teles Nunes. Resume: "está no nosso ADN, a capacidade de responder aos desafios de hoje ".

"Quando se pede às universidades que tenham incubadoras, já tínhamos, e o Sapo é um exemplo com quase três décadas" sublinha Filipe Teles Nunes. Hoje quer-se que as universidades colaborem na criação de produtos, empresas e estimulem o empreendedorismo.

A Universidade de Aveiro cumpre estes objectivos em articulação com as entidades públicas da região de Aveiro, com uma incubadora em rede em vários municípios, funciona de forma articulada e colaborando com a CCDRC em acções de promoção do empreendedorismo e da capacitação dos novos empreendedores, e faz desenvolvimento de produtos.

O desafio da inovação

"O grande desafio que se coloca é entendermos que a inovação não é só fazer o novo, e, em segundo lugar, é necessário articular o conjunto de instrumentos detidos pelas universidades, Estado, financiadores, empresas", diz Filipe Teles Nunes.

O que significa para o pró-reitor da Universidade de Aveiro que a relação do sistema científico e tecnológico não se faz apenas na visão clássica da transferência, que é a visão de compra e venda de produto, ou de uma tecnologia desenvolvida no sistema universitário, um negócio de conhecimento. Essa ligação faz-se, segundo Filipe Teles Nunes, com estágios pré-graduados ou pós-graduados nas empresas, pela investigação em contexto empresarial, pelas redes abertas de inovação, para o que existem incentivos relevantes.





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