Funchal foi pioneira no uso do IFRRU

Nos últimos dois anos, o Santander colocou à disposição das empresas madeirenses mais 350 a 400 milhões de euros de crédito.
Funchal foi pioneira no uso do IFRRU
Vitor Calado é o diretor da rede Madeira do Santander.
Hélder Santos
Filipe S. Fernandes 09 de julho de 2019 às 15:00
O Santander está presente em todos os concelhos da Madeira, o que reflete "a importância que damos à proximidade com as pessoas e as empresas. Estamos cá para vos servir", referiu Sofia Frère, adjunta da administração do Santander e responsável pela área comercial Açores e Madeira do Santander, na abertura das Conversas Soltas na Box Santander Advance, que esteve na Praça do Município do Funchal a 26, 27 e 28 de junho.

"O Santander tem tido um papel decisivo nos últimos anos na região em termos de financiamento à economia e às empresas", reconhece Vítor Calado, diretor da rede Madeira do Santander, que participou nas Conversas Soltas. O banco é líder de mercado na região, mas, segundo Vítor Calado, "não queremos ser apenas o maior banco das ilhas ou maior na região, queremos ser o banco que é reconhecido pelos nossos clientes como o melhor banco e o que melhor satisfaz as suas necessidades".

Mais turismo

Sofia Frère salientou o facto de, desde o início do lançamento do programa Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas (IFRRU), o Santander ter promovido uma série de iniciativas em colaboração com os vários municípios, o que permitiu, "coincidência ou não, que a Madeira, através da Câmara Municipal do Funchal, fizesse a primeira operação a nível nacional ao abrigo do programa".

A economia madeirense assenta sobretudo em comércio e serviços e no turismo, o que "naturalmente faz com que tenham o maior número de solicitações de crédito, mas o que procuramos ter em cada uma das áreas é as respostas específicas e adaptadas às necessidades dos clientes", referiu Vítor Calado. "O Santander nunca fecha a torneira do crédito e durante o período de maior crise, no maior aperto financeiro, estivemos sempre ao lado das nossas empresas", prosseguiu o responsável pelo Santander na Madeira.

Nos últimos dois anos, o Santander colocou à disposição das empresas mais 350 a 400 milhões de euros de crédito. "Isto só é possível quando há um perfeito conhecimento e entendimento do cliente e das suas necessidades, da sua postura de mercado, e se beneficia da visão do empresário, da sua perspetiva para a sua atividade nos próximos anos. O que nos dá uma visão "top down" sobre todos os setores de atividade. Podemos trabalhar e aconselharmo-nos em parceria e trilhar juntos um caminho de sucesso". Considera Vítor Calado que "todos os setores de atividade são apetecíveis, cada um com as suas particularidades".

Ligação à região

A parceria do Santander com a Universidade da Madeira tem uma longa história. "É uma forma de apostar no potencial dos jovens, na educação, na formação profissional." Vários protocolos assinados com as entidades locais "espelham também a forma ativa como o Santander, através da equipa local, se posiciona para permitir acesso a condições preferenciais", diz Sofia Frère. Como por exemplo com a ACIF ou com a Associação de Promoção da Madeira.

"Temos acompanhado os empresários e o Governo regional em algumas missões no estrangeiro, pois estando ao lado dos nossos empresários estamos cada vez mais aptos a apostar nos seus negócios e a acompanhar as suas necessidades. Temos uma particular atenção à população madeirense não residente que merece o nosso reconhecimento pelo seu espírito empreendedor e pela ligação constante à sua terra natal", salientou Sofia Frère.

Conversas à solta no Funchal 

As Conversas Soltas, tendo como tema "Madeira em Perspetiva", realizaram-se a 26 de junho na Box Santander Advance, no Funchal, no âmbito da iniciativa Mais Próximo das Regiões. Participaram David Caldeira, administrador da Porto Bay Hotels & Resorts, Jorge Veiga França, presidente da Associação Comercial e Industrial do Funchal, José Carmo, reitor da Universidade da Madeira, Luís Miguel de Sousa, presidente do Grupo Sousa, Miguel Gouveia, presidente da Câmara Municipal do Funchal, Pedro Calado, vice-presidente do Governo Regional da Madeira, e Vítor Calado, diretor da rede Madeira do Santander, tendo contado com a moderação da jornalista Andreia Vale. 



Madeira apostou na baixa de impostos

"Os fundos comunitários foram fundamentais para o desenvolvimento da região. Soubemos ao longo do 40 anos construir infraestruturas viárias, escolas, centros de saúde, água potável, instalações elétricas. Criámos condições para que a população pudesse ter qualidade de vida, e esse investimento teve de ser pago", refere Pedro Calado, vice-presidente do Governo Regional da Madeira. Com uma dívida pública de 6,6 mil milhões de euros, durante 4 anos cumpriu um plano de ajustamento, que acabou em 2016, quando se iniciou a inversão de ciclo.

"Havia muitas obras paradas, retomámos o investimento público e as condições para a economia voltar a crescer." A Madeira cresce há 70 meses, a uma média superior à nacional e à europeia, a taxa de desemprego caiu de 15,8% para 7%, a balança comercial é positiva. Em 3 anos, a Madeira reduziu a dívida pública de 6,6 mil milhões para 5 mil milhões.

Taxa de 13%

A prioridade do Governo regional foi baixar impostos tanto do IRC como IRS. Segundo Pedro Calado, "a Madeira é a região que tem a mais baixa taxa de IRC a nível nacional, para empresas pequenas e médias empresas e micro". Por exemplo estas que representam 97%/98% do tecido empresarial, com matéria coletável até 15 mil euros pagam uma taxa de 13%, em termos comparativos, o Açores tem 13,6% e 21% no Continente". Através dos fundos comunitários, apoiou as empresas e, nos últimos 5 anos, foram injetados mais de 72 milhões diretos para o tecido empresarial, 85% fundos comunitários.



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