O novo normal é a digitalização

A digitalização depende dos dados, que são a principal matéria-prima do processo de transformação e mudança.
O novo normal é a digitalização
António Alvarenga é professor na Nova SBE e consultor de prospetiva.
Hélder Santos
Filipe S. Fernandes 16 de julho de 2019 às 13:00
"Sou fanático do planeamento e da organização mas depois mudo tudo à última da hora", começou por dizer António Alvarenga, professor na Nova SBE, que tem uma consultora especializada, Alva, relacionada com as questões do longo prazo, cenários, e ligação a projetos de inovação e conceção estratégica.

A sua comunicação procurou mostrar o que a digitalização pode significar para os negócios, uns que desaparecem, e outros que irrompem ou se transformam. "Relatórios sobre a digitalização há muitos e disponíveis, aliás uma das consequências da digitalização é que já não há um monopólio do conhecimento, a questão é como é acedemos e o transformamos em ação", sublinhou António Alvarenga.

Impactos e mudanças

A digitalização depende dos dados, que são a principal matéria-prima do processo de transformação e mudança. A transformação digital é a passagem do digital para o analógico, que já começou há muito tempo, mas é também o aumento das capacidades de processamento, a virtualização e a transformação de indústrias protegidas, que através da digitalização, passaram a abertas como o turismo com o airbnb, ou a mobilidade com a Uber.

Concluindo, é "a utilização de tecnologias digitais para alterar o modelo de negócio, manter, recuperar e aumentar as fontes de rendimento, e a criação de valor".

A capacidade de mobilizar e o conhecimento estão também no coração da digitalização. Capacidade de cruzar e retirar informação e atuar com base numa quantidade de dados que era impossível tratar anteriormente. "Temos ferramentas como a IA, o Big Data, em que as máquinas conseguem encontrar padrões a partir de milhões e milhões de dados de informação, que um humano não conseguia", referiu.

O mercado transforma-se e, por exemplo, a Airbnb gere mais camas do que o Hyatt ou a maior cadeia hoteleira do Mundo e não é um hotel mas uma plataforma. Mas também há mais exposição, pois uma falha de segurança perde-se tudo, ou ética, em termos ambientais ou pela forma como lido com os clientes ou com as boas práticas de contratação, tem uma amplificação grande através das redes sociais.




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