OLI tem 48 patentes registadas activas

Os mercados em que a OLI está presente são sobretudo europeus, em que as exigências são mais elevadas e a inovação é a condição necessária para ter clientes.
OLI tem 48 patentes registadas activas
As patentes funcionam como os seguros, diz António Oliveira da OLI.
José Gageiro
Filipe S. Fernandes 17 de abril de 2018 às 10:57
A OLI é o maior player na Europa mediterrânica e tem um competidor "com uma dimensão semelhante, sediado em Monte Carlo, mas a produção é feita na Ásia", refere António Oliveira, presidente da OLI.

A empresa foi fundada em 1954 como Oliveira & Irmão e era uma operação comercial, que em 1980 ganhou uma vertente industrial, passando a produzir autoclismos e os seus componentes. Hoje a fábrica tem laboração contínua e uma produção semanal de 45 mil autoclismos e 65 mil componentes interiores para autoclismos. Cerca de 80% da produção é para exportação sobretudo para a Europa, com destaque para a Alemanha, a Itália e a Escandinávia, onde a OLI faz à volta de 30% do volume de negócios.

"Os nossos produtos são exportados para mercados que exigem inovação, por isso estamos sempre à procura das melhores técnicas de produção e dos melhores produtos. Metade da nossa produção é marca própria e o restante para outras marcas, como marcas cerâmicas das mais caras, das melhores do mundo". Por isso têm de fazer produtos e criar soluções que os concorrentes não tenham. "Temos parcerias privilegiadas com estes clientes, mas se não formos os melhores e os mais competitivos perdemos o comboio".

A patente não evita cópias

"Temos uma participação activa com as redes de conhecimento, nomeadamente com a Universidade de Aveiro", diz António Oliveira. A empresa investiu em inovação dez milhões de euros, nos últimos cinco anos. Por isso não surpreende que a OLI tenha 48 patentes registadas activas que protegem a empresa nos principais mercados.

A OLI patenteia as ideias e os produtos ou soluções porque "sabemos que se não patentearmos, um ano depois os nossos concorrentes estão a copiar-nos". Encara a patente como os seguros, "porque nos dá a segurança de que os nossos concorrentes não vão copiar". "Patentear é caro e desde que se prepara o processo que a ideia está protegida, mesmo que não seja conhecida, e apesar de a concessão da patente demorar algum tempo", adianta António Oliveira.

Mas a patente não evita cópias e "não vale a pena ir para tribunal", admite António Oliveira, que desde a década de 80, tem um sócio italiano, a Valsir, com 50%. Mas com determinados concorrentes em que a reputação é vital, a patente funciona. "Nós somos das empresas portuguesas que mais patenteamos, mas é porque as outras patenteiam pouco", diz António Oliveira. "É um custo que se traduz numa vantagem competitiva e num benefício", conclui.





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