Outros sites Cofina
Notícia

Os melhores produtos para cada tipo de investidor

Depois de definir o tipo de investidor, é preciso saber quais os produtos em que pode aplicar as suas poupanças. Mas, mais do que isso, quais os que se destacam ao oferecerem os retornos mais elevados. O Negócios mostra-lhe, para os diferentes perfis, os vários produtos e os que apresentam as melhores rendibilidades.

Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt | Paulo Moutinho 31 de Outubro de 2015 às 10:00
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

Conservador

Taxas mínimas nas poupanças do banco

Praticamente metade do dinheiro amealhado pelas famílias está em depósitos, nos bancos. Há uma "fatia" de 25% que está à ordem, ou seja, não rende juros, mas o remanescente está aplicado, ainda que com retornos baixos. Com os juros em mínimo histórico, num contexto de uma política monetária expansionista por parte do BCE, a taxa média oferecida nas aplicações até um ano está em apenas 0,65%. Nos bancos de referência, os depósitos a prazo rendem ainda menos, em torno de 0,15% a 0,30%, mas nas instituições mais pequenas e online é possível garantir taxas de entre 1% a 1,5%, ou mesmo 2%, conseguindo assim retornos reais, ou seja, acima do aumento dos preços.

Estado ainda oferece taxas atractivas
Durante muito tempo os produtos de poupança do Estado superaram os retornos oferecidos pelos bancos nos depósitos a prazo. Este ano, as taxas foram revistas, baixando a remuneração tanto dos certificados de aforro como dos CTPM. Os primeiros perderam atractividade junto dos particulares, apesar de pagarem mais do que muitos depósitos: cerca de 0,95%. Os CTPM, que têm um prazo de cinco ano, continuam a atrair investidores fruto da taxa bruta crescente que resulta numa média de 2,25%.

Fundos de tesouraria tentam fugir de 0%

Os antigos fundos de tesouraria continuam a ser uma das categorias de fundos que capta mais poupança. Mas, apesar da forte popularidade, os fundos de curto prazo euro já apresentam resultados negativos nos últimos meses, devido às baixas taxas de juro.

Seguros de PPR dão cada vez menos

O ambiente de baixas taxas de juro está também a ter impacto negativo nos seguros PPR. Enquanto no passado estes produtos ofereciam taxas garantidas até 5%, nos novos contratos os retornos são significativamente menores e, dada a conjuntura actual, tenderão a descer. 

 

Moderado

Juros pressionam Fundos de obrigações

Os investidores portugueses que apostam em fundos continuam a privilegiar produtos de baixo risco, colocando parte das poupanças em fundos de obrigações. Os produtos que investem em obrigações europeias rendem até perto de 8% no último ano. No entanto, e apesar destas rendibilidades, o ambiente de baixas taxas de juro e "yields" negativas na dívida europeia poderão pressionar os desempenhos nos próximos meses.

Reforma oferece soluções atractivas

Os produtos destinados à poupança para a reforma oferecem retornos atractivos, no actual ambiente de baixas taxas de juro. Ainda que os seguros PPR captem a maior parte das aplicações nestes produtos de poupança para a reforma, devido a garantirem capital e retornos, os fundos garantem actualmente as taxas mais atractivas. Enquanto os melhores seguros PPR renderam um máximo de 5% em 2014, os fundos garantem desempenhos de dois dígitos, devido à maior exposição ao mercado accionista. Ou seja, têm mais risco.

Fundos de acções dão maior retorno

Apesar da correcção registada nos últimos meses, o investimento em acções ainda continua a apresentar os melhores resultados. Os melhores fundos de acções apresentam desempenhos muito expressivos, com ganhos que chegam a 43% no último ano com a aposta na Europa.

Agressivo


Acções europeias lideram preferência

As bolsas do Velho Continente continuam a recolher a preferência dos especialistas. A expectativa de que o BCE estenda o seu programa de estímulos além de Setembro de 2016, associada à retoma económica na região, justifica a aposta em acções do Velho Continente. Ainda assim, após a correcção dos últimos meses, a maioria dos índices mundiais apresenta retornos negativos este ano. O índice MSCI World está praticamente inalterado em 2015. Sobe 0,26%.

Derivados dão alavanca ao investimento

Os produtos derivados, como os ETF, "warrants" e CFD, permitem ao investidor alavancar o seu investimento. Deste modo, partindo de um capital iniciado baixo, o investidor garante uma exposição elevada, alavancando o potencial de mais-valias, mas também de perdas. Caso o investimento corra mal, o aforrador pode perder a totalidade do capital e, nalguns casos, até mais do que o valor investido. As "stop loss" podem ajudar a evitar surpresas desagradáveis.

Alto rendimento dá retornos altos

As obrigações de alto rendimento são uma das opções de investimento que dão retornos elevados nos últimos meses. Os fundos "high yield" oferecem um desempenho superior a 18% no último ano. A aposta em dívida de empresas e países de grau especulativo permite ganhar um prémio de risco mais elevado e, assim, garantir uma rendibilidade mais atractiva. No entanto, o risco de investimento é muito elevado, por causa da baixa qualidade de crédito.