Para uma sociedade cashless

A digitalização dos pagamentos vai crescer de forma exponencial nos próximos anos, pondo fim ao dinheiro. O ecommerce e os modelos de serviços de subscrição e a pedido (on-demand) representarão mais de 50% do volume do comércio digital global em menos de 10 anos.
Para uma sociedade cashless
Paulo Raposo diz que Portugal é um mercado particular.
Inês Gomes Lourenço
Filipe S. Fernandes 06 de novembro de 2019 às 15:15

"Portugal é um país de portas abertas ao mundo, que ganha prémios consecutivos na área do turismo, mas que ainda tem um número elevado de comerciantes que não aceitam cartões Mastercard, ou de outras marcas internacionais", diz Paulo Raposo, diretor-geral da Mastercard em Portugal.

O que é que Open Banking e a diretiva já mudaram e qual pode ser o seu impacto no futuro?
O Open Banking é uma realidade global incontornável para o setor financeiro e bancário, bem patente num estudo realizado para a Mastercard, em 11 países europeus, que demonstrou que seis em cada sete pessoas já utilizam soluções de banca digital pelo menos uma vez por mês, sendo que 38% o fazem semanalmente ou mesmo diariamente. Cerca de 63% utilizam apps de bancos tradicionais e um em cada cinco (20%) trabalha exclusivamente com bancos digitais.

A diretiva europeia de pagamentos veio obrigar a que cerca de 9 mil instituições adotassem os mecanismos necessários para darem acesso à informação de contas dos seus clientes a terceiras entidades. A este desafio de segurança e mercado para a banca tradicional, a Mastercard respondeu com a criação do Open Banking Solutions, um serviço vocacionado para apoiar instituições financeiras e fintechs (ou third party providers - TPPs) na sua evolução para o Open Banking.

Quais são as principais tendências emergentes na área dos pagamentos e quais são as inovações expectáveis ou massificáveis?
A digitalização dos pagamentos vai crescer de forma exponencial nos próximos anos, a caminho de uma sociedade cashless. Mas o comércio digital ainda apresenta indicadores menos bons em termos de fraude, autorizações e abandono da compra, o que gera frustração nos comerciantes.

A Mastercard desenvolveu um conjunto de soluções em que se destaca o Mastercard Identity Check, um sistema inovador de verificação de identidade, com padrões de segurança compatíveis com a autenticação biométrica. Os resultados indicam redução nas fraudes, menos cartões recusados e mais autenticações livres de problemas para o consumidor.

Outra das tendências é, sem dúvida, a tokenização de cartões, que pode ser implementada através da solução Mastercard Digital Enablement Service (MDES). No que ainda se refere à segurança no momento de pagar, a Mastercard adicionou uma camada de segurança com o serviço NuDetect, que combina biometria comportamental e soluções analíticas para prevenir e detetar fraude em tempo-real.

Quais são as principais dificuldades em Portugal na área dos pagamentos e qual é o potencial em termos de transformação digital?
Portugal tem algumas características que o tornam um mercado particular. Por exemplo, na adoção dos pagamentos contactless, Portugal ainda tem uma expressão bastante reduzida quando comparado com a Espanha, o Reino Unido ou a Polónia onde a Mastercard já tem mais de 50% das transações em contactless.

Nos transportes públicos, por exemplo, um crescente número de cidades como Madrid, Roma, Milão ou Londres, a adotou a tecnologia contactless, o que permite que os utentes paguem a viagem diretamente com os seus cartões.

Na adoção da tokenização, só agora estamos a dar os passos iniciais, com mais de 2 anos de atraso face à generalidade dos restantes países europeus.




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