Poupança: "É preciso perder o medo às acções"

Rui Leão Martinho destaca que os investidores têm de assumir aplicações com algum risco e é necessário que a população volte a aprender a poupar, sobretudo para a reforma.
Poupança: "É preciso perder o medo às acções"
Pedro Catarino/CM
Patrícia Abreu 06 de março de 2018 às 14:31
A taxa de poupança dos portugueses está em queda, mas mais do que nunca é fundamental pensar na reforma. Rui Leão Martinho, bastonário da Ordem dos Economistas, argumenta que os governantes têm de perceber que é preciso poupar e, do seu lado, os investidores precisam perder o medo às acções.

O grosso das poupanças dos portugueses está aplicado em depósitos a prazo. Estes produtos recolhiam, no final de 2017, cerca de metade (48,37%) das aplicações, com o valor investido em depósitos a crescer 474 milhões de euros para 142,7 mil milhões de euros, no último ano, segundo os dados do Banco Central Europeu. Mas Rui Leão Martinho, na grande conferência sobre o "Futuro dos Mercados Financeiros", organizada pelo Negócios e pelo Banco Carregosa, defendeu que é preciso alterar hábitos de poupança.


0,2%
Depósitos
A remuneração oferecida pelos bancos nos novos depósitos é de 0,2%, um valor próximo de mínimos.


"Os decisores têm de saber que é preciso poupar e a poupança tem de ser reaprendida pela população", realçou o bastonário da Ordem dos Economistas. O especialista considera que a reforma é um tema cada vez mais relevante e que é fundamental que as pessoas façam os seus planos de pensões. Contudo, tratando-se este de um investimento a longo prazo, os aforradores devem privilegiar "aplicações com algum risco e perder o medo às acções".

E, para Leão Martinho, não são apenas os investidores que precisam perder o medo às acções. "Tem de se perder esse trauma, assim como perder o trauma que as empresas têm de ir para a bolsa", acrescentou o mesmo responsável. "É preciso retomar essa confiança. Há um trabalho a fazer de futuro." Também João Duque destaca a importância da diversificação para activos de maior risco, referindo ainda a aposta em activos como o imobiliário, como alternativa às baixas taxas de juro dos depósitos.

Mas nem todos os investidores têm perfil para investir em acções. Por isso, o bastonário da Ordem dos Economistas lançou um desafio aos intermediários financeiros: desenvolver produtos de investimento simples, que garantam capital, mas com uma taxa superior à dos depósitos.





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mais votado Portugueses regressarem à Bolsa? ( 1) 06.03.2018

1-Seria do seu interesse, porque se o fizessem com competência,
poderiam conquistar melhor recompensa do que a obtida nos Depósitos;
2-Seria do interesse do desenvolvimento do País,
que carece de investir para crescer,
e que hoje não está em condições de se endividar ainda mais para o fazer.
Mas como o recente Nobel,Thaler, referiu no seu livro Nudge,
para que um Povo aja no seu próprio interesse individual e coletivo
o mais relevante não será dizer-lhe para o fazer,
mas sim fornecer-lhe estímulos para tal.
Estimulos como:
1-Acesso a uma gama de produtos de investimento concentrando
o melhor das competências que hoje existem em matéria de Gestão de Ativos,
no sentido de consecução de máximo de rendibilidades
nos limites da tolerância especifica ao risco;
2-Confiança quanto à não aquisição de “gato por lebre”,
ou seja produtos apresentados com as ambições de uma gestão de tipo ativo,
mas elaborados com a economia de custos
de uma gestão total ou parcialmente passiva;

comentários mais recentes
Portugueses regressarem à Bolsa? ( 1) 06.03.2018

1-Seria do seu interesse, porque se o fizessem com competência,
poderiam conquistar melhor recompensa do que a obtida nos Depósitos;
2-Seria do interesse do desenvolvimento do País,
que carece de investir para crescer,
e que hoje não está em condições de se endividar ainda mais para o fazer.
Mas como o recente Nobel,Thaler, referiu no seu livro Nudge,
para que um Povo aja no seu próprio interesse individual e coletivo
o mais relevante não será dizer-lhe para o fazer,
mas sim fornecer-lhe estímulos para tal.
Estimulos como:
1-Acesso a uma gama de produtos de investimento concentrando
o melhor das competências que hoje existem em matéria de Gestão de Ativos,
no sentido de consecução de máximo de rendibilidades
nos limites da tolerância especifica ao risco;
2-Confiança quanto à não aquisição de “gato por lebre”,
ou seja produtos apresentados com as ambições de uma gestão de tipo ativo,
mas elaborados com a economia de custos
de uma gestão total ou parcialmente passiva;

Portugueses regressarem à Bolsa? ( 2) 06.03.2018

3-Confiança no não desempenho involuntário do papel de “benemérito” dos bancos,
proporcionando-lhes taxas de lucro em relação aos capitais próprios regulamentares,
de nível perfeitamente exorbitante,
(sem que tal seja evidente, com as comissões cobradas amiúde fixadas “a olho”,
e não com base numa rigorosa contabilidade de custos).
4-Confiança em não haver “esqueletos escondidos em armários”
nos produtos de investimento, ou seja, riscos que são só do conhecimento dos gestores,
que passam desapercebidos inicialmente,
mas que quando de quedas nos Mercados,
vem inexoravelmente ao de cima, e geram gravosos prejuízos;
5-Confiança em que na indústria de Gestão de Ativos
prevaleçam preocupações de:
rigor, competência, transparência, dinamismo , criatividade, adaptação às necessidades e desejos do cliente,
sempre com a priorização dos interesses daquele,
como aliás em teoria ordena a Lei.

Anónimo 06.03.2018

Para cidadão comum aplicar euros em açoes ou outros produtos com mais risco é como ir ao casino e jogar perdendo sempre a favor doutros.As poupanças mesmo em PPRS não são seguras 100%.A bolsa portuguêsa tem pequena dimensão e muita volatilidade.Os bancos estão consolidados?Qto custa ação coca-cola?

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