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Quem são os mais poderosos de 2017? Do 50.º ao 31.º lugar

O Negócios continua a contagem decrescente dos Mais Poderosos de 2017. Veja quem está entre o 31.º e o 50.º lugar.

Negócios 05 de Agosto de 2017 às 11:00

Ricardo Costa

Ricardo Costa
# Desce - Ricardo Costa desce, este ano, duas posições. Os media estão agitados. A compra da Media Capital pela Altice representará mais um grande desafio para um director-geral de informação. Além disso, a Impresa também se debate com a quebra de publicidade e do menor número de leitores dos meios impressos. O digital é o desafio que tem estado a ser prosseguido também pela Impresa. Ricardo Costa passou a ser director-geral de informação em 2016.

Luís Filipe Vieira

Luís Filipe Vieira
# Mantém - Luís Filipe Vieira ficará como o presidente do tetra. Tenta o penta, uma proeza só conseguida pelo FC Porto. Luís Filipe Vieira foi reeleito, em Outubro, para um quinto mandato. Fica no Benfica, pelo menos, até 2020. Foi o único candidato, conseguiu 95% dos votos. Mas perdeu, no atletismo, Nelson Évora para o rival Sporting. Um clube que se associou ao Porto para lutar contra a clube da Luz. Vieira também não tem poupado o presidente da Liga, Pedro Proença. Mas poderá o caso dos e-mails abalar o poder no Benfica?

Miguel Almeida

Miguel Almeida
# Reentra - Miguel Almeida reentrou na lista dos Mais Poderosos este ano porque a Nos está a tornar-se o "novo incumbente" das telecomunicações. Com os ataques à Altice, que detém a PT Portugal, a Nos parece "apadrinhada". Além disso, a resposta que deu à Altice nas compras dos direitos televisivos no futebol foi de tal forma que fez um contrato milionário com o Benfica. Assegurou os direitos do maior clube português. A ligação ao futebol, como patrocinador da Liga principal, dá-lhe também força.

António Rios Amorim

António Rios Amorim
# Entra - Sobrinho de Américo Amorim (que morreu a 13 de Julho), é o líder da Corticeira que o tio fez crescer. António Rios Amorim tem levado a empresa mais além. Consolidando a posição de liderança no sector da cortiça, ainda recentemente comprou 60% do grupo Établissements Christian Bourrassé, com a intenção de adquirir o remanescente até 2022. A Corticeira tem quase 30 unidades industriais e 45 de distribuição. Já vende mais de 640 milhões. E é, hoje, uma das principais empresas da bolsa de Lisboa.

Octávio Ribeiro

Octávio Ribeiro
# Mantém - Octávio Ribeiro, director do Correio da Manhã e da CMTV, foi nomeado publisher da Cofina, estendendo a sua actuação editorial a outros órgãos do grupo, como a Sábado, TV Guia, Flash e Destak. Estendeu o seu poder dentro do grupo e continua a ser o director do jornal mais vendido em Portugal, o Correio da Manhã. Conta, também, para a sua presença na lista dos Mais Poderosos, com a subida que o canal de televisão CMTV está a conseguir, conquistando espaço aos rivais.

José Miguel Júdice

José Miguel Júdice
# Desce - Cada vez mais envolvido na actividade da arbitragem comercial, José Miguel Júdice continua, contudo, a manter o exercício da profissão em que se notabilizou: a advocacia. Reafirmou recentemente que está a preparar-se para a "reforma", dentro de dois anos, quando chegar aos 70. Tal não impede que continue a ser percepcionado como uma personalidade destacada da sociedade portuguesa. Mesmo que, hoje em dia, o escritório de advogados a que o seu nome está ligado não o tenha na liderança.

Joana Marques Vidal

Joana Marques Vidal
# Sobe - A procuradora-geral da República espelha o poder judicial, do lado da investigação e acusação. Não tem havido poder que escape ao seu escrutínio, embora com críticas sobre a morosidade das investigações e muito tempo de espera até serem deduzidas as acusações. Este ano, voltou a abalar mais poderes, nomeadamente com as investigações à EDP e à REN e a membros do Governo que viajaram a convite da Galp para assistir a jogos do Euro 2016.

António Mota

António Mota
# Mantém - António Mota mantém-se este ano na mesma posição que ocupava no ano passado. Depois de em 2016 a Mota-Engil ter alienado um conjunto de activos, o que permitiu mais do que duplicar os resultados líquidos, o primeiro semestre de 2017 tem sido de adjudicações em África. Também em Portugal as perspectivas do grupo estão agora mais optimistas, aguardando o lançamento de grandes projectos de investimento público.

Catarina Martins

Catarina Martins
# Desce - A líder do Bloco de Esquerda continua a ser uma peça essencial na solução governativa e dela, e do seu partido, depende António Costa. Mas a causa bloquista perdeu força no último ano e o partido não foi capaz de influenciar dossiês decisivos para a sua agenda. No défice, o Governo foi mais além. Na banca, o Novo Banco não foi nacionalizado - antes pelo contrário - e, na frente laboral, o Bloco não tem resultados para mostrar.

Gonzalo Gortázar

Gonzalo Gortázar
# Entra - Corporiza o poder da banca em Portugal, e do BPI em particular. Representa o novo dono do banco fundado por Artur Santos Silva. O BPI é catalão. Gonzalo Gortázar é madrileno, mas líder do CaixaBank, o "patrão" do BPI. Não apenas conseguiu este ano assumir essa posição de "dono" do BPI, como ainda entra em Portugal com a Fundação La Caixa. Fica com um banco, piscando um olho ao Governo e à sociedade. A Fundação La Caixa tem um orçamento relevante para Portugal.

Pedro Passos Coelho

Pedro Passos Coelho
# Desce - Num ano, Passos Coelho perdeu 10 lugares no "ranking" dos 50 mais poderosos. O líder do PSD tem mostrado pouca capacidade de influenciar a produção legislativa, não é próximo do Presidente, que até já lhe fez avisos em público, e o que antecipava para a economia portuguesa não aconteceu. O ano foi difícil para Passos e o partido agita-se, com notícias sobre rivais. Apesar disso, por ser líder da oposição, ter a maior bancada no Parlamento e ser ex-primeiro-ministro ocupa bastante espaço mediático.

Francisco Louçã

Francisco Louçã
# Sobe - Depois de ter sido mediador no primeiro encontro entre PS e Bloco de Esquerda, de onde nasceram as primeiras negociações para a formação da geringonça, Francisco Louçã entrou em 2016 para o influente Conselho de Estado. Já este ano, o Governo nomeou-o para o conselho consultivo do Banco de Portugal. O fundador do Bloco de Esquerda continua a ser uma referência do pensamento à esquerda, uma forte influência no seu partido e mantém presença em espaços mediáticos relevantes.

Daniel Proença de Carvalho

Daniel Proença de Carvalho
# Desce - É verdade que não deixa de estar entre os Mais Poderosos da economia portuguesa, mas Daniel Proença de Carvalho desce este ano 14 lugares. A queda resulta, em parte, das suas ligações a Angola e do menor peso que Luanda tem hoje na economia portuguesa, muito por força da crise que a baixa dos preços do petróleo causou no país. Ainda assim, o advogado continua a ter poder, seja no âmbito político, seja a nível empresarial. É um nome incontornável, seja qual for o poder político que governa.

João Vieira de Almeida

João Vieira de Almeida
# Desce - Na lista dos 50 Mais Poderosos deste ano, desce seis lugares. Não se trata propriamente de uma desqualificação, trata-se sim de um resultado que espelha uma mudança conjuntural da sociedade portuguesa: os actores políticos internos ganharam força e subiram na escadaria do poder. Enquanto presidente de uma das maiores sociedades de advogados do país - por onde passam alguns dos principais negócios -, João Vieira de Almeida continua contudo a justificar a sua presença entre os Mais Poderosos.

Jerónimo de Sousa

Jerónimo de Sousa
# Sobe - A perenidade de Jerónimo de Sousa foi reforçada, com a reeleição, em Dezembro último, para um mandato que irá até 2020. Jerónimo de Sousa é secretário-geral do PCP desde 2004. E chega a novo mandato depois de ter feito um acordo parlamentar que permite a António Costa governar. Pode tornar-se dispensável, futuramente, mas para já o PCP é uma força partidária integrante da "geringonça" e Jerónimo de Sousa entrou para os Mais Poderosos à sua boleia e reforçou a sua posição este ano.

Pedro Santana Lopes

Pedro Santana Lopes
# Entra - Pedro Santana Lopes não quis entrar na corrida à Câmara de Lisboa, onde, aliás, já tinha estado, mas garantiu este ano um lugar na tabela dos Mais Poderosos de 2017, pela influência política e mediática que consegue exercer. Este ano teve papel reforçado com o "empurrão" dado pelo Governo a um possível acordo para que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa entre como accionista do Montepio. Ajuda a capitalizar a sua influência a presença assídua que tem na comunicação social como comentador.

Dionísio Pestana

Dionísio Pestana
# Sobe - Dionísio Pestana tem subido na lista dos Mais Poderosos do Negócios. É o dono do maior grupo hoteleiro português. E com os crescimentos que o turismo está a ter em Portugal, o negócio certo para se estar é no turismo. Na sua estratégia até garantiu um apoio relevante: a parceria com Cristiano Ronaldo, que "dá" a sua chancela CR7 a hotéis do grupo Pestana, permite-lhe alcançar um público internacional relevante. Dionísio Pestana está também a subir neste "ranking" pela perenidade que já alcançou.

Elisa Ferreira

Elisa Ferreira
# Entra - Elisa Ferreira vai ser nomeada vice-governadora do Banco de Portugal, um cargo de peso, ainda para mais quando se trata da pessoa que fez pontes - e poderá continuar a fazê-las - entre Carlos Costa, governador, e António Costa, primeiro-ministro. O facto de estar ligada ao PS permite-lhe essa ascendência. Além disso, dentro do Banco de Portugal tem uma pasta que lhe dá projecção e poder: a supervisão bancária, aquela que todos os dias está sob holofotes.

Carlos Costa

Carlos Costa
# Desce - Demorou meses até conseguir a aprovação do Governo para os novos administradores do Banco de Portugal. O acordo com Mário Centeno estava difícil. António Costa teve de ser envolvido. Carlos Costa queria nomear para a administração dois directores. Não foi aceite. O acordo chegaria meses depois, com a subida à vice-presidência de Elisa Ferreira, ligada ao PS, e Máximo dos Santos. Também este ano, foram feitas propostas de mudança da supervisão financeira, com menos poder para o banco central.

Margrethe Vestager

Margrethe Vestager
# Entra - Tem dado nas vistas na Europa. Margrethe Vestager é a comissária europeia da Concorrência. A dinamarquesa já impôs uma multa milionária à Google e não dá tréguas aos gigantes tecnológicos. Também determinou a devolução de impostos à Apple. Na Europa, só se ouvem aplausos. Em Portugal, a sua mão pesada tem caído sobre a banca. É a face visível da concorrência, com negociações duras nos planos de reestruturação dos bancos nacionais.
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