Outros sites Cofina
Notícia

São João da Madeira: 70% das exportações nas mãos de uma empresa

Com a atividade da EDA e da Sasal, a Faurecia é responsável pelo fluxo de 493 milhões de euros em exportações, quase 70% do total gerado a partir de São João da Madeira.

Rute Barbedo | Rúben Sarmento - Infografia 29 de Janeiro de 2019 às 16:15
Ricardo JR
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

Um concelho pequeno - o menor do país em área -, de 8 km2, e 21 mil habitantes, com apenas uma freguesia, quase toda ela uma malha urbana e industrial. Assim é São João da Madeira, conhecida como a "capital do calçado", mas onde não é uma empresa de sapatos nem de chapéus - a Empresa Industrial de Chapelaria chegou a ser, no início do século passado, uma das maiores da Península Ibérica - nem metalúrgica - da histórica fabricante de máquinas de costura Oliva - o "peso-pesado" do concelho.

Segundo os dados que a Informa D&B forneceu ao Negócios, produtores voltados para a indústria automóvel como a francesa Faurecia (que fabrica assentos), a EDA (que trata da estofagem) e a Sasal (que também produz assentos) - estando estas duas últimas sob a égide da primeira - faturaram 527 milhões de euros no ano de 2017. Pelo meio, entra ainda a atividade da portuguesa ERT Têxtil (que começou com os olhos postos no calçado e hoje tem a Faurecia como um dos principais clientes), a quarta maior exportadora de São João da Madeira. Em constante expansão, a empresa faturou 53,8 milhões de euros no município, mas o grupo, na totalidade, gerou mais de 100 milhões de euros (tem presença da Roménia à Turquia e vai abrir brevemente uma nova unidade de produção em São João da Madeira).

Como em muitos outros concelhos portugueses - embora acima da média - a curva do comércio internacional de São João da Madeira é ascendente, com 18% das 1003 empresas a assumirem-se como exportadoras. De acordo com os dados de 2017 do Instituto Nacional de Estatística (INE), São João da Madeira vendeu ao exterior bens no valor de quase 707 milhões de euros, praticamente mais 17 milhões do que no ano anterior e mais 259 milhões do que em 2012, no decorrer da crise. Olhando para 2016, o INE permite sublinhar as áreas de maior pujança: 30 milhões tinham como fonte a indústria do plástico e borracha; 78,7 milhões provinham do têxtil; e a categoria do calçado e dos chapéus representava uma fatia de 109,5 milhões de euros.


Nota: A elaboração do "ranking" resulta da metodologia de análise da Informa D&B. A informação é baseada no balanço e demonstração de resultados individuais e respetivos anexos financeiros publicados e existentes na base de dados Informa D&B, excluindo-se o setor financeiro e a Administração Pública, assim como as entidades sem empregados e as empresas "offshores". Foram excluídas as empresas que não publicaram ou disponibilizaram a informação necessária. São apenas consideradas as empresas que se encontram ativas.