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Televisão continua a ser meio mais eficaz para construir notoriedade

A televisão continua a ser o meio mais eficaz para construir notoriedade e passar a mensagem. Mas há uma advertência: a qualidade dos intervalos. Ninguém aguenta intervalos de 20 minutos.

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PT Portugal, Nos e Vodafone continuam a apostar no meio televisão nas suas campanhas publicitárias. Continua, assumem os responsáveis de marketing das operadoras, a ser o meio mais eficaz. Pelo menos para passar uma mensagem massificada e construir notoriedade para uma marca. É o meio que chega a mais gente. Enquanto houver o sofá, haverá telespectadores, assegura quem consegue acompanhar todas as mudanças de canal que o consumidor faz.


É ainda, por isso, o meio que mais recebe de investimento publicitário desta indústria. Quase nem era necessário o compromisso assumido pelo Negócios de citar a conversa, mas não atribuir as declarações, já que a ideia foi generalizada. A televisão continua a ser o meio mais eficaz de abranger mais pessoas e atingir níveis de notoriedade mais elevados. Os custos, baixos, da publicidade em televisão em Portugal também é facilitador. Mas é feita uma advertência. Os intervalos têm pouca qualidade. Isto significa que os operadores preferem ocupar espaços ("breaks") exclusivos ou passar o anúncio no início ou no fim desse intervalo.


A atenção dos telespectadores não se consegue prender por muito tempo. "Não há capacidade para aguentar intervalos de 20 minutos. A atenção das pessoas quando estão em frente à televisão é nula. Ninguém aguenta intervalos de três minutos, quanto mais 20".


Há mais uma unanimidade: "outra notícia que está exagerada é a da morte da televisão". Continua a ser o meio mais eficaz e as audiências não caem de forma dramática. O que existe é uma nova forma de consumir televisão. Ao mesmo tempo que se vê a televisão está, cada vez mais, a consultar-se conteúdos noutros dispositivos, como computadores, "tablets", telemóveis. É o que os operadores designam de "multiscreen" (multi-ecrãs). "Sempre existiu o 'multiscreen'. Só que no tempo dos nossos pais e avós eram ecrãs diferentes: era a rádio, a televisão, os jornais".


É verdade que a televisão continua a ser o meio publicitário essencial, mas a composição, hoje em dia, de uma campanha é diferente. Se antes os anúncios para os outros meios eram uma declinação do que era feito para a televisão, hoje há desafios novos. "O digital mudou o paradigma da criatividade". Ainda assim, ainda não é desta que se antecipa o "boom" do digital para o investimento a destinar à internet. Não é chegado o momento de desviar da televisão para o digital.