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Turismo e imobiliário continuam a enriquecer Loulé

Depois dos mais difíceis anos da crise, que causaram mossa considerável no setor imobiliário, o concelho segue de vento em popa com a procura turística a manter-se fiel e crescente na região.

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O turismo é o "middle name" do concelho de Loulé. É nesta parte do Algarve que estão destinos turísticos mais de massa, caso de Quarteira, mas sobretudo do chamado turismo médio/alto. Falamos da Quinta do Lago, de Vale do Lobo e de Vilamoura.

A riqueza do concelho é reflexo disso mesmo. Ao turismo junta-se o imobiliário, outra área forte da região, destino predileto de ingleses que a escolhem para passar a reforma ou como segunda residência. Ou, mais recentemente, segunda casa de uma crescente comunidade de franceses.

A procura imobiliária reflete-se no valor das casas. Face à média nacional de 1.177 euros por metro quadrado, no concelho de Loulé o valor médio do metro quadrado chega aos 1.568 euros. Isto tendo em conta os últimos dados disponíveis, referentes a 2017.

O dinamismo económico do concelho está espelhado nos números do comércio internacional. Enquanto no total do país o crescimento das exportações foi, em 2018, de apenas 5% face a 2017, em Loulé a subida atingiu os 57%. Já em 2017, e face a 2016, o aumento das exportações no concelho também superou, de longe, a do total do país, tendo atingido os 35,1% face aos 9,95% de Portugal em termos globais.

Sendo a riqueza do concelho muito alimentada pelos turistas que o frequentam, quando olhamos para os dados oficiais da remuneração base média mensal em Loulé, a que recebem os locais, verificamos que esta está bem abaixo da média do país. Em Loulé ganha-se em média 992,4 euros brutos. A média nacional é de 1.130,79 euros.

Já quanto ao nível de desemprego, os valores são relativamente reduzidos. O emprego em áreas como a hotelaria e a restauração abunda e empresas de obras públicas e autarquia reclamam até a falta de mão de obra para trabalhar.

Por outro lado, nos anos da crise e do pedido de ajuda externa muita gente deixou Loulé e uma parte significativa nunca mais regressou. Assim, em 2017, de acordo com os dados da Pordata, contavam-se 2.843 pessoas inscritas nos centros de emprego.