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Vinho Alvarinho e turismo são os motores de Melgaço

“Não vai ser possível recuperar a população e a economia de outrora, mas é uma prioridade garantir todas as condições a quem vive em Melgaço, atrair novas dinâmicas económicas e ser um dos destinos atrativos para viver com qualidade de vida”, diz Manoel Batista.

Filipe S. Fernandes 13 de Julho de 2021 às 11:02
Manoel Batista, presidente da câmara municipal de Melgaço
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"Melgaço tem-se afirmado nas áreas do vinho e do turismo como um dos municípios que mais cresce no Alto Minho. Os dados não são nossos, são do INE, e revelam que temos feito boas apostas estratégicas", afirma Manoel Batista, presidente da Câmara Municipal de Melgaço. O vinho Alvarinho é um elemento primordial da identidade do território, com mercado nacional e internacional em crescimento. "Os nossos produtores estão a atingir volumes de faturação muito expressivos e reveladores da importância deste setor, mas também a arrecadar prémios nacionais e internacionais que projetam e afirmam a marca da sub-região Monção e Melgaço".

Quais são as linhas de força do Plano Melgaço 2030?
Decidimos avançar com o desenvolvimento de um documento estratégico que apoiasse a gestão e nos orientasse a ação. Um plano que não se limitasse ao mero retrato diagnóstico de uma realidade ou ao exercício teórico das políticas a implementar, mas que assumisse uma vocação prática e operativa, representasse um instrumento prático com ações efetivas a implementar no dia a dia.

A primeira grande linha de força é por isso a operacionalização que este documento representa e a nova abordagem que imprimimos ao território: pensar Melgaço, foi o nosso propósito, mas agir é o desígnio.

Em temas tão diversos, mas para nós indiscutivelmente complementares e interdependentes, como coesão territorial, ambiente e sustentabilidade dos recursos naturais, economia verde, coesão e justiça social, procuramos o empoderamento e capacitação de todos os atores, desde logo da administração municipal até aos agentes privados relevantes e indispensáveis a uma visão dinâmica e autossustentável da sociedade e território de Melgaço.

Quisemos um documento verdadeiramente orientador, que olhasse para os nossos valores e potencial com uma perspectiva realista, nem idílica nem pessimista, capaz de gerar ferramentas operativas, processos pragmáticos e implementáveis, condições de contexto para posicionar Melgaço face ao contexto nacional, transfronteiriço e europeu, quer para o estabelecimento de parcerias profícuas ou o melhor posicionamento para as oportunidades de financiamento e prioridades de investimento que se perspectivam para a próxima década.

Quais são os eixos de desenvolvimento económico de Melgaço para além do turismo e o vinho Alvarinho, que têm sido as alavancas?
Desde logo é necessário reinventar o olhar sobre esses dois grandes e incontornáveis temas da consolidação e desenvolvimento económico/territorial. Saber encontrar as inter-relações e sinergias conjuntas que estas "âncoras" podem promover no tecido socioeconómico, terá como consequência a potenciação de outros produtos complementares como a gastronomia, ou a comercialização valorizada dos designados "produtos regionais", como o alojamento ou as atividades de exterior, sejam as desportivas sejam as de recreio ou usufruto paisagístico, convertendo-as em "motores" que atuam muito positivamente sobre outras dinâmicas mais genéricas, como a fixação e atração populacional, a dinâmica do tecido comercial, a diversidade e singularidade da oferta de serviços e equipamentos e a animação urbana.

A consolidação do produto estratégico "Turismo de Natureza", em devida articulação com os produtos complementares "Saúde e Bem-estar", "Gastronomia e Vinhos" e "Cultura e Património" e considerando o subproduto "Turismo Desportivo", acaba por se revestir de uma dimensão tão manifestamente transversal, que toca e implica um conjunto diversificado e muito significativo de recursos ativos do concelho.

O que é que é estratégico para o território em termos dos investimentos dos fundos comunitários e públicos?
Recursos naturais e sustentabilidade ambiental, incluindo ciclo urbano da água, preservação e valorização da floresta, proteção de ecossistemas frágeis.

Coesão social e equidade social em todas as frentes. Coesão territorial, nomeadamente pela promoção da "proximidade" ao cidadão, seja pela disponibilidade de meios de telecomunicação de última geração, permitindo em qualquer lugar do território o acesso à rede móvel de voz e dados (internet) com intensidades e velocidades de transmissão realmente boas.

Constante atenção às dinâmicas dos agentes instalados, desde a fileira do vinho à da carne, dos produtos do rio ou dos derivados da floresta.

Um suporte incondicional à atividade humana seja no apoio ao terceiro setor, como no acompanhamento das dinâmicas empresariais ou culturais e artísticas.