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Renova agora é também marca de águas

A Renova quer diversificar a sua marca. E já expandiu para o sector das águas. A experiência está a acontecer nos Açores.

Alexandra Machado amachado@negocios.pt 29 de Novembro de 2018 às 22:08
David Martins
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A Renova, que a nível mundial é reconhecida pelo papel higiénico preto, está a testar a diversificação da marca. E nas águas. Nos Açores, a Renova é detentora de uma nascente de água, que agora está a comercializar. Paulo Pereira da Silva, presidente da Renova, explicou ao Negócios que é um teste que está a ser feito nos Açores, e que arrancou há uns meses.

Não é a primeira vez que a Renova testa uma diversificação da marca. Já tentou, sem sucesso, há uns anos, entrar nos cosméticos. O projecto não vingou. Mas Paulo Pereira da Silva assume: "raramente qualquer coisa corre bem, é preciso sempre corrigir e melhorar".

Diz o empresário que, hoje em dia, assume que a Renova é conhecida, lá fora, pela empresa do papel higiénico preto. "Somos os do papel higiénico preto", e com isso conseguiu "legitimidade na indústria a nível mundial". Paulo Pereira da Silva não tem dúvidas em definir esse momento - em que até a revista Elle falou de papel higiénico – como o ponto de viragem para a empresa. "Mudou a percepção que se tinha da Renova. Muitas vezes as empresas não têm esse momento".

Até então, "ninguém tinha uma experiência emocional com o papel higiénico. Só o valorizavam quando precisavam e não o tinham". E isso mudou. Com uma cor. "Passaram a ter uma opinião sobre o produto e a relação do cidadão com o produto mudou".

A ideia de criar um papel higiénico preto foi do próprio Paulo Pereira da Silva. Teve-a em Las Vegas, a ver o Cirque du Soleil. Mas admite que se não fosse sua, provavelmente a ideia não tinha avançado. E mesmo sendo sua "censurei imenso". Tinha de fazer mudanças na linha de produção e teve imensas resistências. Mas foi em frente.

Tal como agora a Renova está a lançar a embalagem em papel, que estreia com uma mascote e que já tem nome: rexy. O lançamento destas embalagens aconteceu em Londres, mas já estão disponíveis em Portugal, Espanha e França, disse ao Negócios o presidente da Renova, que se escusou a revelar o investimento que foi feito para mais esta inovação quer a nível de marketing, quer a nível de adaptação da linha de embalamento de Torres Novas.

Paulo Pereira da Silva assume que gostaria que, no futuro, tudo fosse em papel, embora admita que não é fácil, até porque o produto acaba por ser mais caro. No caso dos produtos que comercializa admite que a transparência das embalagens é uma necessidade, o que dificulta essa mudança. "Gostaria muito que fosse [substituição] a 100%, se os cidadãos aceitarem".
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