Why not Paulo Pereira da Silva?

A revista do El País chamou-lhe "o ideólogo da casa de banho", pois fez do papel higiénico um objecto de moda, luxo e cor.
Why not Paulo Pereira da Silva?
Filipe S. Fernandes 28 de novembro de 2018 às 16:00

"Existe Marketing Digital?"
Paulo Pereira da Silva
CEO da Renova, entrevistado por Andreia Vale
10h30 de 29 de Novembro de 2018

O seu eureka surgiu em 2000, em Las Vegas, quando via um espectáculo do Cirque du Soleil, e se deixou fascinar deslumbrado com os corpos dos trapezistas enrolados em faixas pretas. Cinco anos depois, irrompia o papel higiénico preto, que trouxe diferenciação ao produto e foi um case study no INSEAD porque a categoria foi reinventada e passou a ter uma multiplicidade de cores.

O El País comparou a sua criatividade à de um Bernard Arnault na Louis Vuitton ou de Steve Jobs na Apple. "Mas não é francês nem californiano; não faz negócios no luxou na tecnologia. Os seus produtos são guardanapos, lenços de papel e rolos de papel higiénico, produtos de usar e deitar fora, que se escondiam no carrinho de supermercados. Ninguém na história das papeleiras teve a fama de Pereira da Silva. Está consciente disso, mas reparte os méritos pelas 600 pessoas empregadas na Renova. "O meu trabalho é inculcar a cultura da inovação, do risco."

Hoje o risco e a inovação passam pelo digital. Numa entrevista ao Jornal de Negócios disse que "falar de digital é como falar de gravidade", porque o digital "está em todo o lado", e que não estar no mundo digital "tem custos imensos", referiu. Salientou que "esta mudança trouxe uma maior complexidade e vai aumentar, por isso os gestores têm de se habituar a lidar e a gerir a complexidade".

Na Renova o digital provocou uma mudança "radical em tudo o que é marketing e vendas". Além disso impôs uma grande necessidade de eficiência, sendo uma autêntica aceleradora de inovação.




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