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A banca, a PT e o País: Ricardo Salgado na "Hora H"

Ricardo Salgado é o convidado de hoje da "Hora H", novo formato de pequeno-almoço executivo do Negócios. Na presença de líderes empresariais, o presidente do BES responde sobre os temas quentes que marcam o País. Assista aqui em directo.

Negócios negocios@negocios.pt 22 de Julho de 2010 às 00:01
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Leitores anónimos, pequenos e médios empresários, gestores, clientes bancários particulares e até jornalistas vão ter hoje oportunidade de perguntar ao presidente do Banco Espírito Santo tudo o que sempre quiseram. Esta manhã, Ricardo Salgado vai responder a todas as questões, que lhe serão apresentadas pelo director do Negócios. Três grandes temas prometem dominar o interesse da plateia: a situação da banca, a disputa da PT e da Telefónica pela Vivo e o ambiente político em Portugal.


Bancos lusos têm nervos de aço?

Pouco mais de 24 horas antes de o Comité de Supervisores Bancários Europeus (CSBE) divulgar os resultados dos testes de resistência a 91 bancos europeus, o líder de uma destas instituições vai ser posto novamente à prova. Ricardo Salgado será, com certeza, confrontado com questões sobre o desempenho do BES nos testes de stress, sobre a capacidade de resistência a novos choques do resto do sistema financeiro português e sobre como é que os bancos nacionais se vão financiar a partir de 2011, depois de o Banco Central Europeu (BCE) mudar as regras dos apoios de liquidez à banca.

Involuntariamente, o ministro das Finanças e uma administradora do Banco de Portugal, Teodora Cardoso, deram uma ajuda ao banqueiro. Na semana passada, ambos garantiram publicamente que os bancos que foram avaliados - CGD, BCP, BES e BPI - estão "sólidos" e "robustos". Teixeira dos Santos assegurou que os testes de resistência "não apontam para a necessidade de quaisquer injecções extraordinárias de capital". Uma ideia reafirmada pela administradora do BdP.

Outro dos tópicos que promete suscitar interesse por parte do público é a visão de Salgado quanto à duração do actual modelo de financiamento da banca. Com o mercado de emissão de dívida fechado por causa da desconfiança relativamente à dívida soberana do Sul da Europa, o BCE tem assegurado a liquidez indispensável ao funcionamento dos bancos. O presidente do BES poderá dizer de que forma é que esta circunstância afecta a vida do seu banco e dos seus clientes.

O BES vai mesmo sair da PT?

Agora que a Telefónica recusou prolongar o prazo de negociação da parceria com a PT no Brasil e contra-atacou com a contratação de uma equipa de advogados para dissolver a Brasilcel, a "joint-venture" luso-espanhola, como vai actuar o BES? Ricardo Salgado, líder do segundo maior accionista da telecom portuguesa, vai mesmo ter coragem de vender a sua participação?

Dificilmente o banqueiro deixará de ser confrontado com estas perguntas. Salgado pode não dominar todas as peças do imbróglio em que se transformou a oferta de compra da Vivo por parte da Telefónica, que o Governo de José Sócrates chumbou. Afinal, não é dele que depende a posição final do grupo espanhol. E as posições do accionista Estado também parecem cada vez mais distantes das suas. Mas uma coisa o líder do BES tem de saber: como é que, independentemente do desfecho, o seu banco vai lidar com esta situação.

E como é que ficam as relações entre o BES e o accionista Estado na PT, depois do extremar de posições das últimas semanas. Este é outro dos temas a que o banqueiro não poderá deixar de responder.

Portugal precisa de novo Governo?

Um Governo sem o apoio de uma maioria parlamentar tem condições de tomar e concretizar as medidas difíceis de que Portugal precisa para recuperar uma trajectória de crescimento económico? Como presidente de um dos maiores bancos portugueses, Salgado saberá avaliar se, em altura de turbulência financeira, é possível gerir um país sem se ter o apoio da maioria dos accionistas presentes em assembleia-geral. E poderá dar sugestões sobre como superar as limitações com que um Executivo de minoria se depara: são necessárias mais medidas de austeridade?

Os temas que dominam a agenda política também não deixarão de transparecer nas questões que vão ser colocadas ao banqueiro. Esta é a melhor altura para rever a Constituição? Essa revisão deve reforçar os poderes do Presidente da República? Saiba como respondeu Salgado esta manhã, no Negócios Online.


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