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Ulrich: "Assumo a responsabilidade" de ter recomendado não vender as acções na OPA a 7 euros

Presidente do BPI diz que tem “muito orgulho em ter participado na resposta do BPI à OPA do BCP”.

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Questionado sobre o facto de os accionistas do BPI terem recusado vender as acções do banco a 7 euros cada uma, na OPA do BCP, Ulrich afirmou que "não fui eu que decidi. Quem decidiu não vender foram os accionistas e todas as decisões e votações foram por maiorias esmagadoras”.
As acções do BPI estão hoje a negociar nos 1,448 euros.

“Esse assunto é claro”, disse o presidente do BPI no Hora H do Negócios, lembrando que “além disso, os accionistas do BPI não são propriamente velhinhas indefesas, ou jovens na instrução primária. São instituições financeiras mundiais geridas por pessoas altamente qualificadas. Ainda hoje, depois da crise financeira, o são”.

Ulrich lembrou também que “a gestão recomendou naquela altura, com a informação que tinha naquela altura, que não se vendesse”, mas “hoje estamos noutra situação”. “Assumo a responsabilidade. Tenho muito orgulho em ter participado na resposta do BPI à OPA do BCP. Foi uma época extraordinária. Tomámos as decisões e exprimimos as opiniões com base na informação que tínhamos”, acrescentou.

Recordou que “eu também sofri” com o chumbo da OPA, pois “todo o meu património, além da minha casa, são acções do BPI, que comprei com dívida. Tenho muitos pesos de consciência mas esse não é um deles [não ter vendido na OPA]”.

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