Jogo da bolsa: S&P 500 - A referência dos EUA

A cada ciclo de cinco a seis anos parecem existir períodos de correcção e consolidação. Actualmente, não se vislumbra um quadro benigno para as acções.
Jornal de Negócios
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jng@negocios.pt 12 de novembro de 2014 às 12:00

Após o mínimo do S&P 500 efectuado em Março de 2009 e até ao presente, este índice contabiliza uma valorização de quase 10% por semestre (ou 20% anual), o que corresponderia a quase cinco vezes a expansão da economia norte-americana. Mas, no entanto, existem alguns argumentos que sustentam esta constatação e dos quais destacaríamos: A queda do crude em quase 30-40 dólares face aos valores de 2007 e a taxa de juro de referência do Fed que se reduziu em quase 2%.


Nos trimestres de 2010 até à actualidade, a generalidade das suas empresas apresentou sempre acelerações dos ritmos de crescimento das vendas e resultados no intervalo entre 5% a 7%, enquanto as vendas apresentavam percentagens anuais de 60% a 70%.


Para quem investiu em nomes dos EUA, sobretudo, nas grandes capitalizações os resultados obtidos foram próximos do fantástico por comparação com a história do século XX. Porém, teremos espaço para maiores valorizações e para as empresas expandirem as suas vendas e respectivos resultados? Se a resposta pode parecer mais imediata e fácil para as tecnológicas, já as restantes companhias terão de efectuar alguns exercícios com vista a obter eficiência de custos e aquisições de activos geradores de receitas.


Se a história e a estatística ainda servem para recordar e ajudar a projectar cenários futuros, então talvez seja interessante observar os dados deste mesmo S&P 500 de há duas décadas para cá. A cada intervalo ou ciclo de cinco a seis anos parecem existir períodos de correcção e consolidação, como se os investidores re-calibrassem as suas exposições e efectuassem uma revisão às suas estratégias.


Os padrões tendem a repetir-se não só pela memória dos investidores mas por ser uma alavanca e constituir uma base de conhecimento para futuras decisões de investimento. Mesmo após as mais profundas incertezas e problemáticas experiências negativas (exemplos: contracção económica; desalavancagem de sectores, factos de natureza contabilística; etc.), a retoma tem-se verificado mesmo que iniciando com ritmos mais lentos que depois são acentuados. Estes períodos de crescimento caracterizam-se por uma mais elevada volatilidade e incerteza em que a complacência pode baixar com algum dramatismo.

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No actual calendário onde os resultados das empresas voltaram a surpreender positivamente, o vigente cenário macroeconómico e os dados subjectivos (como confiança, indicadores de actividade económica e intenções de investimento), já não parecem fornecer o mesmo quadro benigno para os próximos trimestres, o que incrementaria a probabilidade de um desempenho menos construtivo. 

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Jogo da Bolsa
3 a 21 de Novembro

As classificações do Jogo da Bolsa 2014 são actualizadas diariamente. Em primeiro lugar, um Top é publicado no Negócios e às 14 horas a listagem total é publicada no Jornal de Negócios Online (www.negocios.pt). Para o efeito, todos os dias é retirada uma classificação provisória da Classificação Global, a Classificação Universitária e da Classificação Universo ISCTE Business School. Depois, todas as terças-feiras, é divulgado o vencedor semanal. Na primeira semana, o vencedor da classificação é quem ficar à frente na classificação global. Nas semanas seguintes, o vencedor da semana pode não corresponder ao líder do jogo. Saiba quais são os prémios desta edição do Jogo da Bolsa em http://jogodabolsa.negocios.xl.pt/index.html

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