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Os CFD no Jogo da Bolsa

Uma das razões do sucesso dos CFD será a facilidade com que permitem investir numa variedade de activos subjacentes.

Negócios 11 de Dezembro de 2020 às 12:00
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Marco António Oliveira, Administrador do Caldeirão de Bolsa

Os CFD (Contracts for Difference) são uma das classes de produtos que os participantes do Jogo da Bolsa poderão negociar por forma a garantir a elegibilidade para os prémios uma vez que, segundo o regulamento, os participantes terão de cumprir transacções de 15 mil euros ou mais em pelo menos três das quatro classes disponíveis no Jogo. Uma destas classes, os CFD, surgiu na década de 90 e, de início, era utilizada exclusivamente por investidores institucionais para evitar o "indesejável" imposto de selo. Alguns anos volvidos, porém, os CFD acabaram por ser introduzidos no mercado de retalho, onde vieram encontrar um crescimento explosivo e uma popularidade notável, propagando-se, entretanto, por diversos outros países europeus, incluindo Portugal. Interessa portanto compreender as razões de ser desta adesão, que se reflecte, claro está, na sua inclusão assídua nas várias edições do Jogo da Bolsa.

Uma das razões do seu sucesso será a facilidade com que permitem investir, ainda que de forma indirecta, numa enorme variedade de activos subjacentes, desde acções cotadas noutros mercados aos índices bolsistas, passando também pelas "commodities". Além de permitir o acesso a uma vasta e variada gama de produtos, os CFD permitem ainda executar o denominado "short selling", ou venda curta em português, que consiste no investidor apostar na desvalorização do activo subjacente, obtendo uma valorização da carteira se este descer. Esta é também uma vantagem bastante significativa uma vez que, para determinados activos, investir curto (e potencialmente ganhar com a descida do activo) pode estar simplesmente inacessível de outro modo ao investidor. Por outro lado, quando em causa está um activo cotado noutra moeda, os CFD desfrutam de uma significativa imunidade às variações cambiais, atenuando nesses casos as preocupações com e os riscos envolvidos no negócio. Para além de outras pequenas vantagens, como seja, por exemplo, a incorporação dos custos de negociação no denominado "spread bid-ask", o que facilita a determinação do valor a que se terá de fechar o negócio para garantir um ganho, os CFD permitem também o acesso ao mecanismo da alavancagem conforme já foi anteriormente exposto aqui nesta secção. A alavancagem, que permite potenciar ganhos (mas também as perdas, lembre-se) com a aplicação de menores montantes nos investimentos, desempenha um papel central no Jogo da Bolsa dada a relativa curta duração do evento, sendo virtualmente impossível atingir um prémio sem um bom uso da alavancagem.

Convirá, no entanto, na negociação real manter em mente a complexidade acrescida dos produtos derivados no investimento, não obstante a sua eventual simplicidade de utilização. Antes de se aventurar com dinheiro real nestes produto, verifique que compreende bem as implicações da alavancagem, como funciona a conta margem ou em que é que consiste um "margin call" para a evitar dessa forma alguma surpresa desagradável.

Artigo em conformidade com antigo Acordo Ortográfico



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