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MUSA: Como um casino se transformou no palco da arte moderna

Em Maio de 2014 a Câmara decidiu reabrir o museu de arte moderna, que durante vários anos acolheu a colecção Berardo. Hoje dá uma nova vida ao centro de Sintra através de eventos que não passam só pela arte.

22 de Setembro de 2015 às 00:01
Bruno Simão
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Foi projectado para ser um casino, em 1924. "Mas nunca o chegou a ser", contou Jorge Batista, responsável pela área de cultura da Câmara de Sintra.

Desde então, o edifício, que tem uma ligação interna directa ao Centro Cultural Olga Cadaval, esteve aberto para acolher recitais de poesia, chegou a ter um restaurante, um departamento de finanças e até já foi uma escola.

No final dos anos 90 abriu portas para receber a colecção Berardo, que junta dezenas e dezenas de obras conceituadas da arte moderna e contemporânea, nacional e internacional. E durante anos atraiu milhares de pessoas.

Quando a colecção do comendador saiu da zona sintrense, o museu ficou fechado durante anos. Até que, em Maio de 2014, Basílio Horta, presidente da Câmara de Sintra, decidiu dar uma nova vida ao edifício abrindo o MUSA - Museu das Artes de Sintra.

E a afluência tem "corrido muito bem", conta Jorge Batista. "até ao final de 2014 tivemos 10 mil visitantes. Este ano já ultrapassámos esse valor".

O responsável da Câmara confessa que "a colecção Berardo tem uma abrangência em termos de público brutal. É uma das melhores colecções privadas do mundo. Mas não podemos comparar obras do Andy Warhol ou do Picasso com artistas que são sobretudo nacionais. Temos, por exemplo, Pomar, que é igualmente um nome monstruoso da História da arte".

O MUSA tem uma exposição "mais ou menos permanente" e que agora é composta pelas obras da escultora Dorita de Castel-Branco. As esculturas da artista portuguesa decoram também a entrada do museu e fazem a ponte entre o piso -1 e o 1º, "o andar nobre deste edifício", gerido pela Câmara, e que tem "3.616 obras inventariadas", maioritariamente de artistas nacionais.

Aliás, duas das salas do MUSA são dedicadas aos novos talentos nacionais , recebendo obras de alunos da faculdade de Belas Artes de Lisboa. Actualmente, os espaços têm obras de Ana Catarina Martinez e Rui Matos.
Além das exposições, o MUSA organiza vários eventos no edifício, "as salas podem acolher tudo: desde lançamentos de livros, cinema até campanhas eleitorais".
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