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Innuos: Existe uma solução para os CD lá de casa

A Innuos produz servidores de música de alta qualidade que armazenam a colecção de CD lá de casa e depois oferece uma aplicação para gerir toda a música. A venda para fora supera os 95%.

Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 26 de Outubro de 2016 às 21:15
Pedro elias
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A Innuos é uma empresa start-up que se dedica a construir servidores de música que armazenam a sua colecção de CD de música e que, depois, a reproduzem numa aplicação própria, para telemóvel ou tablet.

A ideia foi de Nuno Vitorino, um apaixonado por música, que percebeu que não havia no mercado quem oferecesse o produto físico em conjunto com a aplicação informática. Mais tarde, com a mulher, Amélia Santos, fundaram a Innuos. A empresa que criaram vendeu 300 mil euros no ano passado e este ano deve duplicar a facturação.

Existe também um servidor semelhante, mas para vídeo, que funciona de modo similar e arquiva conteúdos em formato DVD ou BluRay.
Mais de 95% da produção tem como destino o estrangeiro. O principal mercado é a Inglaterra, seguido da Alemanha, Benelux e França, explica Amélia Santos, que dirige a Innuos. As vendas em Portugal são residuais: "Se vendermos 1% ou 2% já é muito."

Mas em que consiste este servidor? A unidade tem um leitor de CD que "vai buscar todos os pormenores, ‘loss-less’ (sem perdas), para não perder nenhuma qualidade de som", explica Nuno Vitorino. Em três ou quatro minutos, um CD fica armazenado no disco interno da unidade e é possível depois encontrá-lo na biblioteca digital através da aplicação móvel, com a qual é possível editar a informação do disco. "Além da música que está guardada no sistema, a unidade também faz ‘streaming’ de plataformas como o Spotify ou Tidal", acrescenta Amélia Santos.
"É uma unidade de rede dedicada a música, com uma qualidade de som muito acima daquilo que se consegue tirar de um computador e com uma gestão muito mais fácil, sem ter de andar a perder tempo com diversos programas num computador", resume Vitorino. "Depois de ripar está disponível para tocar não só no sistema como em toda a casa, através de colunas sem fio."

Há três versões do servidor áudio, que oscilam entre os 849 euros e os 3.499 euros. Qual é o público-alvo? "Quem é mais sério quanto a ouvir música, não é para utilizadores casuais que ficam felizes a ouvir Spotify pela casa", diz Vitorino. As versões mais caras são para clientes "que têm sistemas de som de alta-fidelidade, high-end". E exemplifica: "Temos clientes com um sistema de um milhão de libras."

OEM pode ser o próximo passo

A empresa dá trabalho a oito pessoas e os fundadores estão a considerar fabricar este sistema para outras marcas, tornando-se uma empresa OEM (fabricante de equipamento original). Neste momento decorrem negociações com essas marcas. "Será uma forma de chegar a clientes que não chegamos agora", que são fiéis a determinados fabricantes, e de expandir a Innuos. "Queremos fazer OEM com a nossa marca, os produtos vão ter a inscrição ‘powered by Innuos’."

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