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Notícia

Ex-libris Marinha Grande

Não é fácil encontrar a "sopa do vidreiro" nem o bolo de pinhão, mas são eles os pontos históricos da gastronomia marinhense. A somar à boca, a cultura traz este mês 20 anos do Museu do Vidro.

Rute Barbedo 27 de Dezembro de 2018 às 12:30
David Cabral Santos
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Gastronomia
Sopa industrial e bolo de pinhão

Começa-se pela "sopa do vidreiro", uma homenagem à profissão que moldou a vida da Marinha Grande desde a Real Fábrica de Vidros, fundada no século XVIII. A sopa leva bacalhau, broa, batata, ovo, pão, alho, azeite e salsa e conta-se que fornecia os nutrientes necessários para compensar os operários da fadiga causada pelas altas temperaturas nas fábricas de vidro. Mas quem começa pela sopa pede um doce e, em terra de pinhal, o mais típico é o bolo de pinhão, timidamente vendido em duas ou três pastelarias locais. Claras em castelo, açúcar louro e pinhões torrados são o conteúdo-base destes pequenos queques. Para ajudar a mastigar, há o licor de leite da Marinha Grande, que chegou a sair da extinta fábrica Coelho & Gallo e cuja presença é hoje garantida por pequenos produtores.

Cultura
O inevitável vidro

Dezembro é o mês em que o Museu do Vidro comemora 20 anos, pelo que a programação do único núcleo do país dedicado à arte vidreira é especial e a entrada é gratuita. Onde hoje funciona o museu viveu Guilherme Stephens, industrial do vidro que em 1769 comprou a antiga fábrica de John Beare e pôs os fornos a funcionar com lenha do Pinhal de Leiria, cedida por Marquês de Pombal. Hoje, o museu conta a história do vidro, as técnicas - como o característico sopro -, a evolução tecnológica e a relação com a cultura marinhense. A colecção vai do séc. XVII ao séc. XX e é constituída por vidro artístico, taças, jarras, jarrões e outras peças de cristal lapidado. O museu tem ainda o Núcleo de Arte Contemporânea, um cubo de vidro instalado no antigo edifício da resinagem.

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