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Luís de Matos, CEO da Follow Inspiration: "Provámos que é possível um robô seguir uma pessoa"

A Follow Inspiration está a testar um carrinho de compras autónomo, que pode ser útil para quem mobilidade reduzida conseguir ir às compras a um supermercado. A tecnologia, incubada no CEiiA e pensada por Luís de Matos, também pode ser usada em aeroportos e indústrias.

Alexandra Noronha anoronha@negocios.pt 27 de Setembro de 2016 às 00:01
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Como é que surgiu esta ideia?

A Follow Inspiration é uma start-up de base tecnológica, criada em 2012, assente em investigação académica dentro da universidade da Beira Interior, na Covilhã onde partimos do meu projecto final de curso para fazer algo que me pudesse ser útil a mim [o empresário desloca-se numa cadeira de rodas], mas também a outras pessoas.  E foi aí que nasceu o Wiigo. É um carrinho de compras autónomo para ajudar as pessoas com mobilidade reduzida, e não só, a transportar as suas compras. Os carrinhos de compras actuais são desconfortáveis. Queríamos um serviço versátil o suficiente para um idoso, grávida ou pessoa de cadeira de rodas.

Como funciona?

Carrega num botão do Wiigo, coloca-se à frente e ele faz o reconhecimento corporal. É tudo feito com base em reconhecimento de imagem. É muito simples e a pessoa apenas precisa de se preocupar em retirar as compras da prateleira e em colocá-las dentro do saco reutilizável.

Esta tecnologia tem mais aplicações?

Sim, pode ser aplicada nos retalhistas e também nos aeroportos e na área industrial. Nos aeroportos para transportar a mala de mão e na área industrial, com outro design, tendo por objectivo ajudar na linha de produção, para que o trabalhador possa transportar as peças mais facilmente e de forma completamente autónoma, do ponto A ao ponto B.

Em que fase está a implementação do projecto?

Estamos a falar de uma tecnologia, um robô, que precisa de passar por várias fases. Provámos que é possível seguir uma pessoa, ainda que o Wiigo tenha uma dimensão considerável e cause estranheza. Não colide e é completamente seguro. Tivemos que combater o espaço limitado nas lojas. Começámos agora um piloto no Continente de Gaia, com os clientes. Já fizemos outro com os nossos colaboradores e agora sentimo-nos confortáveis.

Quando é que esperam estar no mercado em força?

Isto depende muito como irão decorrer os pilotos em que estamos a trabalhar. So depois de tudo assegurado é que vamos para o mercado. O nosso objectivo é que no primeiro semestre de 2017 comecemos a crescer.

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